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Washington, DC, 26 de Outubro de 2006- O Banco Mundial lançou ontem em cerimónia oficial que decorreu na sua sede em Washington, DC, um programa de reforço à luta contra a malária, na sequência do Apelo de Dakar de Setembro de 2006.
Sob o lema “UNIDOS CONTRA A MALÁRIA”, o evento, teve como objectivo principal advocar a criação de uma parceria internacional para fazer recuar a malária.
A cerimónia foi presidida por Paul Wolfowitz, Presidente do Banco Mundial. A cada ano um (1) milhão de pessoas – 90% das quais crianças, morrem devido à esta doença. “A malária é a principal causa da mortalidade infantil em África. Paremos por um minuto e façamos os cálculos de aritmética para 3,000 pessoas. por dia. É um World trade Centre por dia e estamos a falar de uma doença que se pode prevenir”, disse o Presidente do Banco Mundial, ao abrir a cerimónia.
Convidada a participar no evento, como uma das oradoras, tendo em conta que o paludismo é a 1ª causa de mortalidade em Angola, e os esforços que o Governo tem feito para inverter a situação, Josefina Pitra Diakité, Embaixadora de Angola nos Estados Unidos da América, enfatizou no seu discurso, a importância da implementação com êxito do Apelo de Dakar, ao mesmo tempo que referiu algumas iniciativas de sucesso levadas a cabo pelo governo Angolano para fazer face á endemia.
“O governo da República de Angola tem vindo a envidar significativos esforços para o providenciamento de serviços de qualidade, tais como melhoria do saneamento básico, abastecimento regular de água potável e recolha de lixo”, disse.
A Embaixadora de Angola nos Estados Unidos da América referiu a importância das medidas curativas, enfatizando que as mesmas devem ser acompanhadas com medidas preventivas tais como a sensibilização das comunidades, através de campanhas frequentes de mobilização social, o que tem sido uma realidade no nosso país.
Os resultados da Campanha Viva a Vida com Saúde ressaltam a eficácia da colaboração entre os vários parceiros que apoiaram a mesma. Fazem parte destes resultados a distribuição de 2.9 milhões de vacinas contra a poliomielite, 2.2 milhões de doses de Vitamina A, 2 milhões de doses de Albendazol (para a desparazitação) e 2.2 milhões de doses de vacinas de Sarampo.
Quanto à prevenção da malaria, em particular, foram identificadas sete das dezoito províncias como sendo de maior prioridade, que foram incluídas no programa de distribuição de mosqueteiros impregnados. 93% da população-alvo beneficiou da sua distribuição.
“Angola orgulha-se de ter sido um dos primeiros três (3) países seleccionados para a iniciativa do Presidente Bush de Luta contra a Malária de $1.2 bilhões de dólares”, disse Josefina Pitra Diakité, tendo-se referido igualmente ao valioso contributo de outros parceiros internacionais, nomeadamente do Banco Mundial, da ONU (Fundo Global, OMS e UNICEF) que têm sido levadas a cabo em Angola”.
Parafraseando o Director regional para África da OMS, Dr. Luís Sambo, a Embaixadora referiu: “O paludismo, doença parasitária transmitida pela picada de mosquitos infectados, constitui uma ameaça a mais de 60% da população mundial. As estatísticas apontam anualmente, para cerca de 350 a 500 milhões de casos de malaria no mundo inteiro, sendo o continente Africano o mais afectado e responsável por 80% de casos que ocorrem no mundo inteiro.
A endemia não afecta apenas os países em desenvolvimento. Alguns casos isolados de transmissão local, continuam a ser notificados na América do Norte principalmente em viajantes internacionais. Contam-se cada ano, 12,000 casos de paludismo na Europa Ocidental.
Presentes á cerimónia estiveram representantes do corpo diplomático, especialmente de países Africanos, de ONGs internacionais cujo trabalho está ligado ás questões de saúde, representantes da imprensa e outros.
A cantora Sul-Africana Ivone Chaka Chaka, na qualidade de Embaixadora de Boa-Vontade do UNICEF na Luta contra a Malária, chamou a atenção dos líderes Africanos e dos países doadores para a urgência no cumprimento das promessas feitas, onde a transparência na aplicação dos recursos financeiros, é muito importante. “Gostaríamos de ver o empenho de todos os Governos no uso correcto dos recursos financeiros postos á disposição de cada país”, disse Ivone Chaka Chaka.
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