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29/10/2013: Ministro das Relações Exteriores regressa ao país após participação em cimeira em Kinshasa

Ministro das Relações Exteriores regressa ao país após participação em cimeira em Kinshasa

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, regressou ao país, proveniente da República Democrática do Congo, onde participou na Cimeira Tripartida de ministros de Angola, África do Sul e do país anfitrião, para análise do cumprimento do acordo de Luanda.

Em breves declarações à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o chefe da diplomacia angolana esclareceu que o encontro visou analisar a implementação do acordo tripartido, assinado a 23 de Agosto do corrente, em Luanda.

O entendimento de Luanda, rubricado por Georges Chikoti (Angola), Maite Nkoana Mashabane (África do Sul) e Raymond Tshibanda (RDC), define a cooperação entre as partes na área de formação das forças armadas e da polícia da República Democrática do Congo, assim como acções no domínio económico.

Segundo o ministro, o encontro de Kinshasa foi antecedido de uma reunião de peritos que analisou igualmente a situação político-militar prevalecente da República Democrática do Congo.

Questões ligadas à defesa e segurança e projectos no sector económico foram igualmente abordados no encontro de ministros, revelou Chikoti.

Quanto à área de defesa e segurança, o ministro disse que foram já definidos alguns programas que devem ser aprofundados nos próximos dias.

No que toca a situação político-militar no Leste do Congo Democrático, disse que, relativamente à parte negocial, os rebeldes do M23 se retiraram porque perderam alguns homens e zonas estratégicas, assim como houve vítimas na brigada de intervenção da ONU.

Na mais recente referência do conflito, o exército da RDCongo afirmou nesta segunda-feira ter recuperado o controlo da base militar estratégica de Rumangabo, no quarto dia de combates com os rebeldes do Movimento 23 de Março (M23) no leste do país.

"Tomámos a base militar de Rumangabi", a cerca de 40 quilómetros a norte de Goma, capital da província do Kivu do Norte, declarou o tenente-coronel Olivier Hamuli, porta-voz do exército na província, à agência France Presse.

Rumangabo é uma base estratégica do exército, utilizada nomeadamente para formação, e "estava nas mãos do M23 desde Julho de 2012", segundo o governador provincial Julien Paluku.

Os combates entre o exército e os rebeldes recomeçaram na sexta-feira depois de perto de dois meses de uma trégua, durante a qual se realizam negociações.

A rebelião do M23 actua desde Maio de 2012 no Kivu do Norte e tem, segundo a ONU e Kinshasa, o apoio do Ruanda e do Uganda, o que estes desmentem.

O M23 é formado por antigos rebeldes reintegrados no exército no quadro de um acordo de paz assinado em 2009, que se amotinaram por considerarem não ter sido plenamente aplicado.

Ainda no âmbito dos esforços de pacificação daquela região do continente africano, na última segunda-feira, a subsecretária geral das ONU para a região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, anunciou a realização a quatro de Novembro próximo, em Pretória, África do Sul, de uma cimeira entre países da SADC e da região central de África, para se encontrar uma solução política para os conflitos naquela zona, que já causaram milhares de mortes e milhões de refugiados.