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13/10/2013: Angola defende apoio alargado do FMI/BM às economias subdesenvolvidas

Angola defende apoio alargado do FMI/BM às economias subdesenvolvidas

Washington D.C (Do enviado especial) - O ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça, informou esta quinta-feira, em Washington D.C, que Angola enquanto membro das instituições de Bretton Woods, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, defende maior apoio destas às economias subdesenvolvidas.

“Há dois corpos ou órgãos de concessão e tomada de decisão sobre o sentido das políticas e as medidas que estas instituições (o FMI e o BM) tomam de forma colegial. No que diz respeito a Angola como membro do Comité de Desenvolvimento, através da nossa constituência que tem apenas três membros (Angola, África do Sul e a Nigéria) a actuação é mais na perspectiva da defesa de mais atenção aos referidos países” – referiu.

Em entrevista à Angop e Rádio Nacional de Angop, após a sua chegada a Washington (quinta-feira), para participar das reuniões anuais de Outono de Bretton Woods – (BM e FMI), de 11 a 13 desde mês, Job Graça considerou fundamental que as instituições de Bretton Woods suportem as economias subdesenvolvidas, adequando as suas políticas de financiamentos às suas necessidades.

O também governador de Angola junto do Banco Mundial acrescentou, por outro lado, que neste processo se reconheça cada vez mais a voz destes países subdesenvolvidos no processo de decisão, quer através do acolhimento (nestas instituições) de quadros nacionais de países subdesenvolvidos quer através do aumento da sua quota e o seu poder de voto nas mesmas.

“Angola propriamente como país actua neste quadro, e enquanto governador, por ocasião da reunião que vou/vamos manter com o vice-governador do Banco Mundial (à margem das sessões de trabalho) esta e outras questões relevantes serão tidas em consideração, tais como as parcerias de estratégia do país, que foi recentemente aprovada, assim como a carteira de projectos em curso neste momento” – disse.

De igual modo, avançou que no referido encontro as partes vão aproveitar perspectivar as nossas relações para o futuro, no quadro da estratégia de parceria de Angola, que está alinhada com o plano nacional de desenvolvimento referente ao quinquénio 2013/2017.

Fazendo alusão ao lema do evento para este ano 2013 (Desafios Globais, Soluções Globais), o ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial afirmou ajustar-se ao momento, tendo em conta que actualmente o mundo está cada vez mais integrado, pelo que ninguém está à margem da globalização.

“O que se passa nas economias motores do crescimento mundial afecta todas as economias como um todo e, portanto, as soluções que se encontram principalmente a nível das economias motoras devem ser tomadas efectivamente para resolverem desafios destas economias, mas também das economias em desenvolvimento”, observou, o chefe-adjunto da delegação angolano ao evento.