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13/10/2013: Endividamento de Angola é moderado - ministro das Finanças

Endividamento de Angola é moderado - ministro das Finanças

Washington D. C (Do enviado especial)- O ministro das Finanças, Armando Manuel, considerou hoje, em Washington D.C (Estados Unidos da América) moderado o endividamento de Angola, quer a nível interno, quer externo, por estar abaixo de 50 porcento do Produto Interno Bruto (PIB), augurando que nos próximos anos o perfil da dívida não exceda a meta de 60 porcento.

Em entrevista à Angop, à margem dos encontros preliminares que antecedem as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que decorrerão de 11 a 13 deste mês, o governante angolano acrescentou que a economia nacional vive um quadro estável na gestão do seu endividamento externo em particular.

“Nós temos hoje um endividamento moderado. O endividamento angolano está essencialmente ligado às necessidades de financiamento das despesas públicas, enquanto para algumas economias os indicadores do endividamento recomendam que o endividamento não exceda 60 porcento do Produto Interno Bruto” - asseverou.

Face a isto, Armando Manuel afirmou que o Governo de Angola está com um endividamento significativamente abaixo desta cifra, esperando que em função das necessidades de financiamento da economia, especificamente da carteira de investimentos públicos, venha a manter contactos regulares com parceiros internacionais, quer do ponto de vista bilateral, quer multilateralmente.


“As dívidas nunca se eliminam, as dívidas gerem-se. E para um país que precisa crescer e que têm recursos diminutos, deve sempre tomar endividamentos para a cobertura das suas necessidades, a medida que vai pagando também estes endividamentos. Então isto é um processo contínuo” – salientou, adiantando que Angola deverá se graduar futuramente como país de médio rendimento.

Neste contexto, o ministro das Finanças afirmou que o país poderá desfrutar de outras janelas para o financiamento dos seus gastos públicos (especificamente em matérias de investimentos públicos).

De acordo com Armando Manuel (chefe da delegação angolana na reunião e governador da República de Angola junto do Fundo Monetário Internacional), actualmente as grandes economias têm sempre uma fracção de endividamento, quer seja na perspectiva pública, quer na privada, assim como na interna e externa.

Neste particular, disse que o endividamento na economia angolana, muito especificamente na componente pública, está associado ao processo de reconstrução nacional, caracterizado pela construção de escolas, hospitais, caminhos-de-ferro e a reabilitação de aeroportos a nível de todo país.

“Certamente que um país em reconstrução o sector da construção acaba por ter um peso dominante. E o endividamento público decorre na sequência da insuficiência de recursos ordinários de receitas perante às despesas. Sempre que nós esperarmos um envelope de despesas superior ao volume ordinário de receitas, nós incorremos a um défice” - sublinhou.

Portanto, concluiu o governante, endividamento ocorre em função daquilo que é essência das despesas de capital, intrínseca a actividades como construção, reabilitação ou aquisições de determinados activos fixos.