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13/10/2013: Angola é referência em África para FMI/BM - Ana Dias

Angola é referência em Ãfrica para FMI/BM - Ana Dias

Washinton D.C (Do enviado especial) - As instituições de Bretton Woods, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), olham actualmente Angola como um país de referência no Continente Africano e que está na sua rota. A afirmação foi feita sexta-feira, em Washington D.C, pela directora executiva suplente da 25ª Constituência do Conselho Executivo do BM, a angolana Ana Dias Lourenço.

A responsável, que fazia uma abordagem geral sobre o funcionamento das referidas instituições, caracteríscticas, objectivos e especificidades das reuniões anuais destas, assim como da sua própria experiência como técnica residente actual, acrescentou que o FMI e BM vêem Angola como país a ter em conta na definição das suas estratégias e abordagens genéricas na presente cimeira, que decorre de 11 a 13 deste mês.

“Para alem disto, eu pude constactar que Angola e mais dois ou tres países no continente (não especificou) fazem parte dos países que mais crescem no mundo e, portanto, estas instituições não podem perder de vista isto. Por outro lado, é um Estado visto como refência, dado os seus progressos, após a conquista da paz (em 2002), passados mais de 20 anos de guerra”, explicou.

Segundo Ana Dias Lourenço, as instituições de Bretton Woods também têm olhado para Angola como referência, não obstante os ganhos obtidos depois do alcance da paz, tais como os avanços infraestruturais e estabilidade macroeconómicos, por ser um país com alguns desafios ainda pela frente, sobretudo, no que dizem respeito à melhoria dos indices de desenvolvimento humano.

Para si, é desta forma como estas organizações, em particular o BM, encaram Angola, enquanto membro e um dos seus clientes, e que Angola nesta condição (de cliente) tem a possibilidade de beneficiar de todos os instrumentos que o BM têm à disposição dos países.

Neste contexto, a directora Executiva suplente da 25.ª Constituência do Conselho Executivo do BM referiu que Angola possui uma carteira de cinco projectos (quatro já em execução) nos sectores da energia, educação, saúde e agricultura e um outro aprovado há duas semanas pelo “board”, também relacionado à Educação.

Entretanto, explicou Ana Dias Lourenço, o Banco Mundial trabalha com os países, com base num quadro de referência (denominada estratégia interiana ou de parceria com os países) e há duas semanas aprovou o CPS (sígla em inglês, Estratégia de Parceria para Angola), instrumento que doravante vai nortear as relações entre esta instituição e a Governo de Angola nos próximos três anos.

“No entanto, há um outro elemento que se deve ter presente. É que Angola, e fundamentalmente pelas suas características e por ter vivido longos anos em guerra, foi beneficiando do Fundo IDA (Agência de Desenvolvimento Internacional), que é o braço direito do Banco Mundial para os países mais pobres do mundo; mas o país já entrou num outro processo de graduação e passara ter um tratamento especial”, notou.

Ana Dias Lourenço foi, até às eleições gerais de 2012 em Angola, ministra do Planeamento. Actualmente representa o país no Conselho Executivo do Banco Mundial, como Directora Executiva Suplente da 25.ª Constituência, da qual fazem parte Angola, Nigéria e África do Sul.

A delegação angolana às reuniões de Outono2013 do FMI/BM é composta pelos ministros da Finanças, Armando Manuel, e do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), pelo secretário de Estado do Tesouro, Leonel Felisberto da Silva e o vice-governador do BNA, Ricardo de Abreu.

É ainda integrada pelos presidentes dos conselhos de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e da Comissão de Mercados de Capitais (CMC), respectivamente, Paixão Franco e Archer de Sousa Mangueira, além de técnicos seniores dos referidos ministérios ou instituições financeiras angolanas.