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01/10/2011: Angola enaltecida pela sua firmeza na solução de conflitos em África

Angola enaltecida pela sua firmeza na solução de conflitos em Ãfrica

Luanda - A firmeza de Angola na solução de conflitos em África, com destaque para o da Guiné-Bissau, foi reconhecida, esta sexta-feira, em Luanda, pelo embaixador cessante de Moçambique, António Matonse.

O diplomata, que se despediu do Presidente José Eduardo dos Santos, falava à Angop, no Aeroporto, momento antes de deixar Angola, no final da sua missão de oito anos.

Avaliando o desempenho da presidência angolana das comunidades de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e de Países de Língua Portuguesa (CPLP), declarou que "tem sido bastante activa, firme, criativa e engajada, exercendo boa liderança na solução de conflitos em África", como nos casos da Região dos Grandes Lagos e da Guiné-Bissau.

 Disse acreditar no êxito do processo de integração política e económica da SADC. "Está num bom caminho e tem progredido de forma gradual, abrangente, prudente, mas efectiva", sintetizou.

Comentando receios de que alguns países mais fortes economicamente fossem “engolir” os menos desenvolvidos, afirmou que o processo deverá ser gradual, longo e com incertezas, mas também “imparável”.

Para António Matonse, “a integração regional é a única maneira de se enfrentar os desafios da globalização, com a criação da unidade sub-regional, integrada numa maior que é a União Africana, para permitir avançar no caminho do desenvolvimento".

 Quanto à CPLP, declarou que a organização está a afirmar-se “a passos galopantes”, se tivermos em conta que até lidera a iniciativa de pacificação da Guiné-Bissau, cujo papel principal foi confiado a Angola.

Referiu que a União Europeia e a CEDEAO trabalham com a CPLP para pacificar aquele país irmão, significando que a organização dos falantes da língua "lusa" está a vincar o seu papel no concerto das Nações.

Reconheceu algumas fraquezas resultantes do potencial económico “modesto” dos países membros, a maioria com pouco mais de 35 anos de independência, a excepção do Brasil, já uma potência mundial emergente e Portugal, das nações mais antigas da Europa, mas também com dificuldades de recursos.