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21/09/2013: Goleada e competência na estreia da selecção nacional

Goleada e competência na estreia da selecção nacional

A selecção nacional exibiu-se com competência na estreia do 41º campeonato do mundo de hóquei em patins na noite de sexta-feira, 20 de Setembro, em Luanda, ao golear com naturalidade a África do Sul por 8-2.

Com Pavilhão Multiusos de Luanda a registar mais de dez mil espectadores, em especial o presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, o “cinco” angolano foi desde cedo “perempetório” quando o que poderia vir a ser o desfecho.

Diante de um adversário à feição, a estratégia do seleccionador orlando Graça – com o habitual cinco inicial com Tiago, Kirro, Centeno, João Pinto e Johe - foi bem sucedida e cedo transformou a ansiedade e a expectativa do público em euforia, espectáculo – em festa pura, pois ainda não eram decorridos 10 minutos e o marcador expressava já 3-0.

Kirro, autor do primeiro golo da história do Multiusos de Luanda, abriu o activo aos três minutos, para uma ovação, das mais ruidosas da noite, com uma clara descompressão dos adeptos, até então apreensivos quanto ao que se seguiria a depois do espectáculo que tinha sido a cerimónia de abertura.

Na quadra, a equipa compreendeu e correspondeu. Antes dos primeiros 10 minutos do jogo já vencia por 3-0 e com uma exibição competente e serena.

João Pinto aos quatro e 10 minutos permitiram transformar a ansiedade em festa pura.

Daí em diante, a questão quantos seriam e qual o mais bonito. Só que ainda assim, o público demonstrou que tem acompanhado ao pormenor a selecção nacional.

Aos 12 minutos, foram efectuadas duas substituições, mas uma delas foi pautada especial pelos adeptos – a entrada de Big.

A partir daí houve um acompanhamento personalizado das acções do número “8” de Angola e a cada toque ou jogada, as bancadas se agitavam.  Tudo porque durante longo tempo o jogador esteve acometido de uma lesão, que perigava a sua presença nesta prova.

Big respondeu ao carinho dos adeptos com um espectacular golo aos 14 minutos, num remate “do meio da rua”. Estava de volta um dos principais rematadores do conjunto angolano.

Antes do intervalo, mais uma grande ovação, por se tratar de mais uma estreia absoluta – Martin Payero assinava o livro de ponto ao fazer 5-0 a três minutos do fim. Nessa altura, já estava em campo quase a totalidade da segunda equipa.

A história da primeira parte fechou com o guarda-redes Tiago em grande com defesas sucessivas a  segundos do intervalo, num dos escassos momentos de protagonismo dos sul-africanos, que foram campeões do campeonato do mundo B.

Antes, o guarda-redes angolano já havia defendido um livre directo na sequência de falta com cartão azul para Márcio.

A segunda etapa inicia com a novidade de Big entre os iniciais em detrimento de Johe. Porém, por pouco tempo, pois acabou suspenso com cartão azul aos dois minutos. Na sequência, Tiago voltou a estar em grande defendendo o livre directo.

A equipa sul-africana chegou ao seu primeiro golo por Correia aos 25 minutos, numa desconcentração defensiva angolana, já que as deficiências técnicas do adversário não incomodavam os anfitriões.

Orlando Graça de forma implícita respondeu a mais um anseio do público desde a fase de preparação, que era ter Johe e Payero ao mesmo tempo em campo. Assim foi e o ataque de Angola fez-se mais criativo e espectacular.

Johe ampliou para 6-1 a 13 minutos do fim e quatro minutos depois foi a vez do jogador de origem argentina desferir um remate “letal” para o 7-1. Nessa altura, o pavilhão dominado por vermelho amarelo e preto, cantava e tocava, num ambiente festivo.

Na quadra, “subitamente”, deu-se um comportamento diferente com a selecção nacional a rematar muito de longa distância, tratando-se também de uma resposta a críticas que apontam Angola como pouco rematadora.

Entretanto, Guerra ainda reduziu para 7-2, antes de Johe fechar a dois minutos do fim.

A ponta final do jogo foi com o pavilhão em pé cantando Angola enquanto seguia no placar electrónico o escoar do tempo que marcava o fim da partida mas o início de uma caminhada rumo à melhor prestação de sempre de Angola num Mundial.

Estava assim superado o primeiro obstáculo e sobretudo criadas as condições para enfrentar segunda-feira o Chile, com quem teoricamente os anfitriões tentarão o segundo passe do grupo, já que o primeiro esta “entregue” a Portugal.