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04/09/2013: Luís Gomes Sambo apela ministros da saúde ao engajamento no processo de reformas sectoriais

Luís Gomes Sambo apela ministros da saúde ao engajamento no processo de reformas sectoriais

(Dos enviados especiais a Brazzaville) - O director regional da OMS para África, Luís Gomes Sambo, apelou hoje, quarta-feira, aos ministros da Saúde para que se apliquem activamente na implementação do processo de reformas sectoriais, com vista a se atingir a realização da cobertura sanitária universal.

À luz dos desafios e das oportunidades do momento, o  responsável propôs algumas pistas de acção para o futuro, nomeadamente a aceleração dos esforços para se atingirem os ODM (Objectivos do Desenvolvimento do Milénio) relacionados com a saúde, intensificação das acções que visam reduzir a magnitude das doenças não transmissíveis e das doenças tropicais negligenciáveis, como a participação activa dos países nos debates sobre a definição de prioridades da agenda da saúde pós-2015.

Apontou também a actualização das estratégias de cooperação entre a OMS e os países, com base nas políticas nacionais de saúde e nas prioridades definidas, um maior envolvimento dos países na implementação do Regulamento Sanitário Internacional e a implementação de estratégias e intervenções que visem, a prazo, a cobertura sanitária universal.

Encorajou os ministros a mobilizarem os demais  sectores a fim de promoverem os determinantes da saúde, para a implementação das políticas nacionais de saúde, em sintonia com a nova visão da saúde pública.

"Nunca me cansarei de insistir que as boas condições de vida das populações e a adopção de comportamentos favoráveis a saúde são essenciais para se atingir o nível mais elevado possível de saúde", frisou.

Enquanto líderes do sector da saúde, Luís Gomes Sambo convidou-os a prosseguirem os seus esforços tendentes a descentralização e de reforço das capacidades dos serviços de saúde, em colaboração com as autoridades administrativas e políticas locais.

Tal facto permitirá, de acordo com Luís Gomes Sambo, reduzir o fosso ainda existente entre os serviços de saúde e as comunidades, sendo o preço a pagar para escalonar as intervenções de saúde de eficácia comprovada.