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23/08/2013: Angola terá centros de internamento de menores

Angola terá centros de internamento de menores

Kuito – O governo angolano vai construir centros de internamento de menores, em várias regiões do país, por forma a contribuir na correcção da conduta social dos infantes que vivem à margem da lei.

Essa informação foi prestada nesta segunda-feira pelo ministro angolano da Assistência e Reinserção Social (Minars), João Baptista Kussúmua, no fórum provincial de auscultação à juventude.

O responsável disse no evento que as infra-estruturas servirão para reeducar as crianças em função das decisões do tribunal de menores e do crime cometido.

João Baptista Kussúmua disse que esses investimentos públicos deverão ser catalogados, aprovados e valorizados em termos de custos, por forma que o projecto possa alcançar os resultados almejados pelo governo angolano e pela sociedade.

Os centros de internamento de menores, disse o governante, vão auxiliar os trabalhos do julgado de menores, que em vez de privar a criança da liberdade, o menor é colocado no “centro de internamento” onde além de ser reeducado poderá beneficiar de formação académica e profissional.

“É uma espécie de cadeia, mas as crianças não devem merecer a prisão", disse, justificando assim a necessidade de se construírem infra-estruturas próprias e específicas, com meios adequados segundo a idade e o pensamento da pessoa.

Sem revelar as regiões que vão beneficiar numa primeira fase dos investimentos e o valor necessário, o governante instou a sociedade no sentido de reforçar a educação dos filhos, por formas a prevenir a prática de actos nocivos ao futuro deles.

O cuidado e o processo de educação dos filhos, disse João Baptista Kussúmua, não constitui somente responsabilidade do Estado e progenitores, mas de todos quantos vivem e convivem com a criança (tios, primos, avós e outros).

Referiu que este gesto poderá contribuir na redução de crianças na rua e de rua, que por inexperiência de vida, enfrentam muitas vicissitudes, que às leva a praticar actos comprometedores ao bom nome da família angolana.