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15/08/2013: Soberano e líderes religiosos pedem melhoria das vias de acesso

Soberano e líderes religiosos pedem melhoria das vias de acesso
Malanje - O soberano Buba Vula Dala Mana e os líderes religiosos de Malanje defenderam hoje, terça-feira, um maior e urgente investimento na reabilitação e construção das estradas de acesso as comunas e a implementação de programas de desenvolvimento integrado dos diferentes municípios para eliminar as assimetrias entre os zonas rurais e a cidade.
A preocupação foi manifestada em audiências separadas que o vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, concedeu na manhã desta terça-feira à individualidades tradicionais e eclesiásticas de Malanje, no âmbito da visita de trabalho a província que efectuou desde segunda-feira.
O Rei Buba Vula Dala Mana, também conhecido por Rei Kabombo, disse ter solicitado ao vice-presidente da República a construção de estradas que ligam as diferentes comunas, hospitais e escolas.
Pediu que se invista no desenvolvimento da província a semelhança do que faz com muitas outras, como a do Huambo, onde se notam visíveis progressos nos mais variados domínios.
O Rei informou ter solicitado a construção de um palácio na suposta corte real do reino do Ndongo, em Kabombo, bem com criar outras condições que lhe permitam ter dignidade.
O arcebispo da diocese de Malanje, Dom Benedito Roberto, defendeu o desenvolvimento equilibrado dos municípios melhorando os acessos, bem como a criação de essenciais em todas as localidades para evitar a excessiva concentração de populares, essencialmente jovens, no centro da cidade.
Pede maior atenção as crianças, garantindo-lhes acompanhamento para os tornar homens, bem como apoios as organizações e instituições que trabalham para bem da população.
A Igreja Metodista, segundo o bispo José Quipungo, salientou ter transmitido que a sua congregação continua empenhado em contribuir, em parceria com Estado, na formação de homens e mulheres, e promover a harmonia social.
Enalteceu o desempenho e capacidade de liderança do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, considerando merecido o título que se lhe atribui de arquitecto da paz.
Já o reverendo tocoista, António Peliganga, manifestou se igualmente preocupado com os acessos aos municípios mais longínquos, a delinquência juvenil, a falta de apoio aos camponeses e carência de escolas em algumas localidades.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, segundo o pastor Bondoso Afonso, quer apoio para a reabilitação das suas infra-estruturas, grande parte destruída durante a guerra, visando continuar a contribuir para a formação de quadros angolanos.
Pediu ainda protecção e respeito pelo seu dia de adoração, adiantando que muitos fiéis têm sido penalizados por não trabalharem ao sábado, o que considera desrespeito aos seus direitos, como cidadãos nacionais.
O reverendo da Aliança Evangélica de Angola, Bernardo Huyeba, quer outros cursos universitários pelo facto de muitos jovens não estarem interessados nos de medicina e da educação, que se ministram actualmente na província.
Fez ainda alusão as dificuldades de acesso as regiões como a do Quela, que dificulta a circulação de pessoas e o escoamento de bens para zonas urbanas.
Solicitou facilidades na concepção de terrenos para a erguer projectos sociais, como escolares comparticipadas, bem como de outros níveis de ensino.
João Almeida, do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) disse partilhar as preocupações das outras religiões em relação ao estado das vias de acessos a diferentes localidades.
O religioso manifestou preocupação em relação a proliferação do islão, especialmente, pela facilidade como se implanta no país.