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01/08/2013: Processo de Graduação de Angola deve ser encarado com reafirmação da maturidade política

Processo de Graduação de Angola deve ser encarado com reafirmação da maturidade política

Luanda -  A Secretária de Estado para a Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, Ângela Bragança, referiu em Luanda, que o processo de graduação de Angola a País de Rendimento Médio deve ser encarado como uma reafirmação da maturidades política dos angolanos.

A Secretária de Estado para a Cooperação fez este pronunciamento na abertura do Workshop sobre processo de Graduação de Angola a país de Renda Média, cuja sessão de abertura contou com a presença da representante do Sistema das Nações Unidas em Angola, Maria do Valle Ribeiro, do director para África da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), Tesfachew Taffere, e do embaixador Apolinário Correia, representante de Angola junto do escritório das ONU em Genebra.

Ângela Bragança disse que o objectivo do evento é o de capacitar, informar e debater para que o processo, que é irreversível, decorra de forma organizada e inclusiva.


Salientou que Angola é um país com progressos notáveis ao nível da estabilidade macroeconómica e que vem implementando medidas para alcançar a sustentabilidade através da diversificação económica e melhorara as condições de vida das populações, sobretudo as mais desfavorecidas, com a implementação de estratégias e programas de combate à pobreza.

Disse que, em 1994, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu que Angola entrasse na listas dos Países Menos Avançados, os dados macroeconómicos, entre eles o PIB por habitante, estimada em 591 usd, a alta vulnerabilidade económica e o índice de capacidade humana extremamente baixo eram uma realidade característica de um país em conflito, cerceado na sua capacidade de se auto-sustentar pela necessidade de fazer face ao conflito.

“Oito anos depois desta entrada para a lista dos Países Menos Avançados, e com a paz alcançada, abriu-se uma perspectiva diferente para Angola , que de receptor de ajuda passou a parceiro de cooperação  para o desenvolvimento, com um programa e rumos certos, consubstanciado na estratégia Angola visão 2020/2025 e mais especificamente no seu programa de desenvolvimento 2013 /2017”, argumentou.

Por sua vez, o do director para África da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), Tesfachew Taffere, manifestou a sua satisfação e encorajamento pelo facto de encarar nas autoridades angolanas não apenas uma visão política, mas um serio engajamento neste sentido.

Tesfachew Taffere salientou que o CNUCED está interessado, ao lado das autoridades nacionais, em conceder uma estratégia de transição suave, tal como já foi feito com outros países como Cabo Verde e Maldivas.

O evento, que reúne representante de distintos departamentos ministeriais, irá abordar durante três dias aspectos como “Classificação dos países menos avançados, regras critérios de graduação das Nações Unidas: antecedentes históricos e conceitos, processos e prazos para a graduação”, “Desempenho de Angola sob critérios de país menos avançado”, “Progresso socioeconómico de Angola, perspectivas de graduação e desafios para o país”, “A experiência dos países recentemente graduados e lições políticas para o caso Angola”, entre outros temas.