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01/08/2013: Ministro advoga celeridade no mecanismo de transferências interbancárias

Ministro advoga celeridade no mecanismo de transferências interbancárias
Luanda - O ministro do Interior, Ângelo de Barros Veigas Tavares, advogou em Luanda, a necessidade de instituir mecanismo de transferências interbancárias mais céleres de forma a evitar a tendência ao entesouramento domiciliário ou levantamento de valores sonantes para os vários movimentos financeiros.
O ministro fez este pronunciamento quando discursava na abertura da reunião com os presidentes do Conselho de Administração dos Bancos que operam em Angola, jogando assim o papel importante do Banco de Poupança e Crédito (BPC), na qualidade de responsável pelas operações feitas pelo Estado.
O titular da pasta do Interior acrescentou ser evidente a necessidade de modernização do sistema de segurança e do recurso mais frequente aos serviços de polícia, complementados pelas empresas de serviços privadas e para o exercício desta actividade sejam seleccionadas aquelas que reúnem efectiva capacidade técnica.
Os bancos comerciais deveriam reflectir na possibilidade de terem na sua estrutura um órgão que se encarregue de dar tratamento às questões de segurança e interaja com os órgãos de polícia em todas as matérias que indiciem ilicitudes.
“O ministério está preocupado, pela natureza da actividade dos bancos, com a ausência de algumas cautelas a ter por exemplo no processo de recrutamento de trabalhadores nem sequer são solicitados cadastros policiais ou criminais, para aferir da idoneidade do cidadão a recrutar, e, por outro, continuam débeis as medidas de segurança nas agências bancárias”, frisou o ministro Ângelo Tavares.
O facto de Angola ser um Estado emergente, com debilidades nos sistemas de organização e funcionamento da economia e de possuir uma fronteira extensa com algumas fragilidades no seu controlo, que permitiu a entrada de vários cidadãos estrangeiros muitos deles potenciais agentes da comissão de actos ilícitos, particularmente no domínio da actividade financeira, requer da polícia uma atenção particular e acompanhamento adequado a esta actividade, frisou.
Na óptica do ministro do Interior, desta forma, pretendemos com essa reunião concertar ideias, com vista a definir bases que permitam uma actuação coordenada das instituições financeiras e dos órgãos de polícia, na perspectiva do cumprimento da lei, normas e regulamentos que emanam dos órgãos reitores da economia nacional que regulam a actividade financeiro-bancaria, com destaque para a legislação cambial.
Ângelo Tavares acrescentou que agindo desta forma será possível adoptar um conjunto de medidas de segurança para prevenir quaisquer acções delituosas direccionadas contra este importante sector da economia nacional.
O governante disse esperar poder colher a contribuição de todos para que os resultados contribuam para a melhoria da segurança das empresas, dos cidadãos e de todo o sistema financeiro bancário.
De acordo com a agenda de trabalhos, os participantes estudarão medidas de prevenção aos assaltos a clientes aos levantamentos de valores nos bancos, uniformização de procedimento para prevenção às burlas com cheques sem cobertura, entre outros.