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27/07/2013: Ministério da Geologia e Minas analisa áreas do sector

Ministério da Geologia e Minas analisa áreas do sector

Luanda – O Ministério da Geologia e Minas realizou ontem em Luanda, um workshop  para  analisar  aspectos  ligados  às  áreas   de  Investimentos,   rochas  ornamentais, e outros  minerais  de construção  civil,  diamantes,   tecnologias  de informação,  protecção ambiental,  fosfatos e capital  humano.

O  encontro   teve  como  objectivo  analisar  as  recomendações   do  segundo Conselho Consultivo  Alargado  do  Ministério,  realizado em  Abril  último  em  Menongue, província  do  Kuando  Kubango

Intitulado "Workshop sobre o Plano de Acção de  Menongue", o evento serviu para os técnicos  reflectirem  sobre-  as  melhores  formas  de  realização,  por Angola,  de uma  Conferência  Internacional  de  Investimentos,  Prospecção  e Mineração,  Oportunidade  e  Viabilidade  da Produção  Semi-industrial  de  Minerais,   elaboração de memorandos   sobre  a  priorização  da utilização na construção civil das rochas ornamentais  “Made in Angola” , e sobre a viabilidade,  recursos  necessários  e calendário  de aplicação de  controlos  internos e outras recomendações do Processo de Kimberley.

O  encontro  analisou  também  aspectos  referentes  às  novas  tecnologias deinformação  aplicáveis ao sector mineiro,  projecto de cartilha, em português e inglês,  para divulgar a  legislação  e  encorajar  as melhores práticas  na exploração mineira no país,  bem como a  realização anual de ciclos de formação  e capacitação técnico-profissional   para  elevar o  nível  técnico dos quadros do sector.

Na abertura  do encontro,  o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiróz ,  disse que o Plano de Acção de Menongue constitui-se hoje na plataforma que  ajudará o sector a reflectir sobre as oito áreas cruciais identificadas durante os  debates do conselho consultivo alargado.

“Estas oito áreas conduzem-nos para a acção estratégica do Executivo para o presente ciclo de governação, que vai até ao ano  2017”, disse o governante.

Referiu que o encontro vai  gerar ideias e opiniões concretas que permitirão olhar de forma mais clara, com bases mais sólidas, para o futuro que o Executivo projectou para o sector mineiro, alinhado com o Plano de Governação 2012-2017, e com o Plano Nacional de Desenvolvimento a longo prazo, "Angola 2025".

A nível do capital humano do Ministério e do sector geológico-mineiro, disse, é importante que se inventariem os quadros de geociências angolanos de forma a se assegurar o suporte humano para gerir, tratar, armazenar e disponibilizar os dados que serão produzidos pelo levantamento geológico de todo o país e para que a desejada diversificação da actividade mineira se alicerce no conhecimento científico e técnico adequado.

A nível dos investimentos, referiu-se à necessidade de  se trabalhar no conjunto de princípios que vão conduzir  a uma ampla campanha de captação de investimentos para o sector  mineiro.

No sector dos diamantes referiu-se  à necessidade de se  conceber  um conjunto de acções com vista a fortalecer  e alargar a produção, transformação e comercialização dos diamantes brutos e lapidados, para garantir, entre outras, as premissas necessárias para que Angola possa estar presente em todo o cluster de diamantes;

Chamou a atenção de todos no sentido de se reflectir sobre  subsector de fosfatos, sobretudo neste momento em que decorrem os trabalhos de prospecção, em fase avançada, por parte dos operadores privados e do Governo.

No que respeita ao subsector das rochas ornamentais e outros matérias de construção civil, que já tem uma longa tradição em Angola, pediu aos técnicos para formularem propostas que permitam elevar a sua produção a um nível muito mais alto.