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27/06/2013: Presidente do Tribunal Supremo reúne com homólogos da CPLP

Presidente do Tribunal Supremo reúne com homólogos da CPLP
Luanda - O estado dos Supremos Tribunais de Justiça da Comunidade dos Países e Territórios de Língua Portuguesa esteve em análise ontem, quarta-feira, em Luanda, durante a audiência que o venerando juiz-presidente do Tribunal Supremo de Angola, Cristiano André, concedeu aos seus homólogos de Cabo Verde, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.
No término do encontro, o juiz-presidente do Supremo Tribunal de Justiça de São Tomé e Príncipe, José António da Vera Cruz Bandeira, disse à imprensa que as conversações foram “extremamente” valiosas, pois, também trocaram experiências em torno do que os é comum, a administração da justiça.
Segundo José António da Vera Cruz Bandeira, que assume a presidência rotativa do Fórum dos Supremos Tribunais de Justiça da Comunidade dos Países e Territórios de Língua Portuguesa, foi oportunidade para saber mais do funcionamento da instituição angolana, cujo desempenho faz uma avaliação positiva, tendo em conta a sua acção para eficácia, eficiência e celeridade processual.
Por seu turno, o venerando juiz-presidente Cristiano André comentou que durante as conversações decidiram agendar, para o próximo encontro do Fórum, o tratamento de algumas questões comuns, como a carência de infraestruturas e a formação dos operadores de justiça (juízes).
Para si, o juiz é uma entidade que precisa de estar a altura da grande missão outorgada pela Constituição, ou seja, fazer justiça, uma experiência, a seu ver, que não se obtém de um dia para o outro.
Nesta senda, afirmou que as escolas de formação devem entrar neste conjunto, pois a maior parte dos países integrantes do Fórum não as possuem, ao contrário de Angola, Moçambique, Portugal e o Brasil.
Cristiano André vincou tratar-se de uma grande preocupação, na medida em que os juízes precisam de estar a altura para dar a melhor resposta aos cidadãos que procuram os Tribunais.
Relativamente ao reforço do quadro de juízes do Tribunal Supremo, sem estimativas, afirmou que a sociedade pode esperar por uma justiça mais actuante, lembrando, contudo, que esta perspectiva remete a necessidade de algum tempo para que se adaptem a nova realidade e possam cumprir cabalmente o seu papel.
Isso, referiu, passa pela acumulação de experiência, uma vez que passam de um patamar para outro, diferente, e precisam de trabalhar com mais responsabilidade e entrega total, em prol das preocupações dos cidadãos.
Os presidentes dos supremos tribunais de Cabo Verde, Timor Leste e São Tomé e Príncipe, na sequência da oportunidade, efectuaram uma visita guiada ao Palácio de Justiça.