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09/06/2013: Paz, democracia e reconstrução marcam última década, José Eduardo dos Santos

Paz, democracia e reconstrução marcam última década, José Eduardo dos Santos

Luanda  – O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, declarou que a última década, em Angola, foi marcada pelos processos de consolidação da paz e da democracia e pela reconstrução nacional.

Numa entrevista emitida quinta-feira pela estação televisiva portuguesa “SIC”, afirmou que, “terminada a guerra, definitivamente, em 2002, deu-se início à execução de um programa de pacificação e reconciliação nacional, que conduziu à conclusão da formação das Forças Armadas Angolanas, com a integração de parte dos oficiais, sargentos e soldados provenientes das forças militares da UNITA, então extintas, e a integração social dos demais.

Também seguiu-se o assentamento de mais de quatro milhões de pessoas deslocadas, a criação de condições para garantir a alimentação para os mesmos, cessando assim o apoio do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Adiantou que se iniciou, ainda, o reencontro das famílias separadas durante muitos anos por causa da instabilidade militar e a falta de segurança em muitas regiões do país, e, por outro lado, deu-se início ao processo de consolidação das instituições democráticas, particularmente as do Estado, e à criação das condições para o aprofundamento da democracia e do Estado de Direito.

O Presidente José Eduardo dos Santos sublinhou que foram ainda aprovadas as leis necessárias para assegurar o pluralismo político, o funcionamento normal dos partidos políticos e a criação de associações de diverso tipo, garantindo o direito à livre expressão e ao desenvolvimento da imprensa privada.

“O país estava destruído e em sangue. As províncias estavam quase constituídas em ilhas, porque as vias rodoviárias e ferroviárias estavam quase todas destruídas”, acrescentou ao proceder à caracterização da situação na altura.

O estadista lembrou que, nesta década, foram realizadas as grandes obras que permitiram reconstruir a rede fundamental de estradas e parte da secundária, caminhos-de-ferro, de mais de dois mil quilómetros de extensão, pontes, centrais de produção de energia eléctrica e estações de tratamento de água, assim como condutas de transporte destes bens.

“Neste contexto e neste período, lançámos um amplo programa de educação e formação de quadros, reabilitámos escolas, institutos, e construímos novos estabelecimentos de ensino, de todos níveis, e o país cresceu imenso do ponto de vista material e espiritual. Agora está preparado para enfrentar novos desafios”, salientou.

O Presidente José Eduardo dos Santos afirmou que coabitar com antigos inimigos nos primeiros tempos foi difícil, mas também necessário, “porque, afinal, o grande objectivo era reconciliar os angolanos, fortalecer a unidade nacional e criar as condições para que todos angolanos, independentemente da sua origem, filiação política e partidária, participassem no grande esforço de reconstrução nacional e de edificação de uma pátria que orgulhasse a todos”.

Disse sentir-se orgulhoso do esforço de formação do capital humano, e da criação de condições para a consolidação da democracia, com a realização periódica de eleições gerais e a construção de instalações condignas para funcionamento das instituições, como o Palácio para o Parlamento.