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09/06/2013: Especialistas da Marinha de Guerra terminam décimo curso

Especialistas da Marinha de Guerra terminam décimo curso
Praia Bebé – Especialistas da Marinha de Guerra de Angola (MGA) terminaram na comuna da Praia Bebé, município da Catumbela, o décimo curso de formação de praças do serviço militar obrigatório que ministrou temas ligados às diversas especialidades, num período formativo correspondente a 780 horas, em oito meses.
O capitão-de-mar-e-guerra, Domingos de Jesus Pacavira, comandante da Escola de Especialistas Navais (EEN), que presidiu ao acto de encerramento, disse que com o mesmo termina mais uma etapa de vida da escola, e começa uma vida nova para os recém-formados.
“A vida de cada um nunca mais será a mesma, pois adquiriram uma formação de qualidade, para a sua vida profissional na marinha e fora dela, mesmo depois do cumprimento do serviço militar”, afirmou.
Sustentou que a formação de quadros é uma das principais prioridades deste ramo das Forças Armadas, como factor de desenvolvimento e premissa indispensável ao apetrechamento de novos meios técnicos e tecnologia avançada.
Defendeu que os homens são o principal elemento para qualquer transformação que se pretenda, pois a tecnologia sem pessoas qualificadas se destrói a breve trecho e, já que nunca substitui o ser humano.
Desse modo, adiantou, durante oito meses tiveram oportunidade de abordar matérias ligadas às várias especialidades da marinha, temáticas tão importantes para o navio, já que dessas depende a propulsão e sua orientação.
Tais conhecimentos, segundo lembrou, pouco valerão se não forem aplicados na prática do dia-a-dia, com as revisões à bordo, as tarefas do curso e as aulas por especialidade, de acordo com os programas de preparação combativa e o estudo individual.
“A ambição de cada, um de atingir conhecimentos mais elevados, marcará a diferença, porque a tecnologia aperfeiçoa-se a cada dia que passa”, afirmou, alertando que ninguém deverá contentar-se com o nível ora adquirido, sendo por isso “desejável que procurem, dentro da Marinha, ou fora dela, aumentarem o grau académico para que possam, no futuro, ser técnicos médios, ou superiores, nas respectivas especialidades”.
Argumentou que, com tal proeza ganhará a Marinha de Guerra de Angola, a sociedade, a família e os próprios especialistas, tendo em conta que a Marinha faz-se com navios, infra-estruturas e, sobretudo homens bem treinados e motivados.
O comandante Pacavira disse ainda que durante os oito meses de permanência na escola os finalistas adquiriram hábitos e habilidades que deverão os acompanhar por toda vida, nomeadamente a organização, a disciplina e a cortesia, que são elementos indispensáveis à vida dentro do colectivo militar que, são, igualmente, valorizados na vida em sociedade.
“Os militares distinguem-se pela valorização dos altos padrões de conduta social, muito mais aperfeiçoados que dos civis, têm a capacidade de vencer perante situações bastante complexas, não caindo no deixa andar, ou adaptar-se a hábitos nocivos que, infelizmente, grassam em alguns sectores, sobretudo a alguns homens”, frisou o comandante Domingos Pacavira.