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22/05/2013: Nkosazana Zuma considera o povo como maior recurso e potencial de África

Nkosazana Zuma considera o povo como maior recurso e potencial de Ãfrica

Addis Abeba  (Dos enviados especiais) – A presidente da Comissão da União Africana (UA), Nkosazana Dlamini Zuma, considerou hoje (quarta-feira), em Addis Abeba, Etiópia, que o maior recurso e potencial africano encontra-se claramente no seu povo, cuja faixa etária é maioritariamente jovem.

Discursando na abertura da 23ª sessao do Conselho Executivo da UA, a decorrer até quinta-feira, a responsável, de nacionalidade sul-africana, afirmou que os índices demográficos de África tendem a apresentar oportunidades
únicas, uma vez que possui “uma população jovem (...).

Para a presidente da Comissão da União Africana "o maior recurso e potencial africano é claramente o seu povo, hoje e no futuro”.

Lembrou que em 2013 os países africanos constituem a maioria dos 10 países que mais crescem economicamente no mundo e que, entre 2001 e 2010, o PIB africano cresceu mais que o da Ásia, atingindo um índice de 4.4% por ano.

Referiu igualmente que o crescimento africano atinge uma média 5% por ano há mais de uma década, sendo a maior cifra do que em qualquer outro período desde o início dos anos 1970.

Nkosazana Zuma reconheceu que, apesar do progresso da última década no dominio económico, “isto não se traduziu numa rápida transformação social, ou na rápida industrialização, aumento de empregos de qualidade,
receitas e desenvolvimento sustentável, nem na rápida redução da desigualdade e da pobreza”.

No entanto, afirmou que África “está a andar no caminho certo. As razões do optimismo incluem os recursos naturais africanos – as suas terras e águas não exploradas, o seu potencial de geração energética e as suas longas costas ricas em recursos marinhos, salientou.

Adiantou igualmente que a compreensiva boa-governação africana e as arquitecturas de paz e segurança fazem com que os africanos possam promover e fortalecer os processos de realização de eleições democráticas, de boa
governanção e participação popular.

“Isso também aumenta a nossa capacidade de abordar as situações de conflitos e crises e para encontrar soluções africanas para os nossos problemas”, sublinhou.

A responsável defendeu que os debates enquadrados nas celebrações do 50º aniversario da OUA/UA devem centrar-se na agenda de integração para a paz e segurança, na identidade africana, na busca da prosperidade, bem como nas questões de governação, inclusão social, igualdade no género e do lugar de África no mundo.