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07/04/2013: Comemorações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional constituem destaque

Comemorações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional constituem destaque
Luanda - As comemorações alusivas ao 11º aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, cujo acto central foi presidido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, destacaram-se, em grande
escala, dos temas políticos divulgados na semana que findou.
O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, que presidiu quinta-feira, no átrio do Museu Nacional de História Militar, em Luanda, o acto central do 11º aniversário do 4 de Abril, dia consagrado à Paz e à Reconciliação Nacional, inaugurou no local a bandeira-monumento, de 18 metros de altura e 12 de largura e içada num mastro de 75 metros de altura, acompanhada da entoação do hino nacional e de 21 salvas de canhões.
Tratou-se de uma homenagem aos heróis da Pátria e todos quantos se empenharam para o alcance da independência nacional, da paz, do progresso e do desenvolvimento de Angola.
Milhares de cidadãos assistiram a partir da Marginal ao içar da bandeira que é visível de toda a avenida e de vários pontos da cidade.
Acompanhado da primeira-dama, Ana Paula dos Santos, entre outras entidades, José Eduardo dos Santos descerrou a placa inaugurativa do Museu Nacional de História Militar, depois de restaurado o antigo museu das
forças armadas, na então fortaleza de São Miguel.
Depois de ter visitado as instalações foi-lhe oferecido um livro com todos os detalhes do acervo do museu, bem como assistiu a um vídeo sobre as obras de reabilitação e requalificação do edifício para a transformar em museu.
Há dias, o Presidente José Eduardo dos Santos desejou, antecipadamente, a todos os angolanos um feliz Dia da Paz e Reconciliação Nacional, considerando a paz como "um dos bens mais preciosos para o nosso continente e também aquele que o povo angolano mais preza, procura proteger e conservar a todo o custo".
Para o estadista, "sabemos por experiência própria quão dolorosos são os efeitos da guerra e quais os valores que a paz propicia e encerra".
Lembrou que durante mais de quatro décadas os angolanos conheceram de forma quase ininterrupta as agruras e malefícios da guerra, que geraram no país mortes, miséria, fome, luto, dor, destruição, inimizades, entre outros males.
Realçou que nos últimos trinta anos de guerra o país registou cerca de um milhão de mortos, duzentos mil mutilados e estropiados, mais de cinquenta mil crianças órfãs, cerca de quatro milhões e meio de deslocados e mais de seiscentos mil refugiados.
Para o Presidente da República, a conclusão que se pode tirar de todos estes horrores só pode ser uma: a guerra é uma verdadeira calamidade, cuja apologia constitui uma autêntica desumanidade.
"Por essa razão, é nossa convicção que no contexto do mundo actual, em que os Estados Democráticos de Direito se afirmam cada vez mais e se envidam cada vez mais esforços no sentido do respeito pelos direitos, liberdades
e garantias dos cidadãos, a regra da resolução dos conflitos deve ser o diálogo e o debate franco e aberto, como forma de se alcançar o consenso", afirmou o Chefe de Estado angolano.
Por outro lado, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, afirmou que a bandeira-monumento inaugurada representa o símbolo vivo da Independência Nacional e do processo de paz.
Para o líder parlamentar, "temos aqui um símbolo vivo, não só da nossa independência, mas também do nosso processo de paz e do orgulho dos angolanos em querer manter a paz e lutar para o desenvolvimento de Angola e de
África.
Já o ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, notou que os benefícios da paz e reconciliação nacional no país são valores de "grande importância" para o desenvolvimento de Angola.
A propósito, o Bureau Político do MPLA emitiu uma declaração sobre o 11º aniversário do 04 de Abril, enaltecendo os feitos da Paz em Angola. Na declaração, o órgão de cúpula do partido no poder faz votos de que os angolanos continuem a trilhar pelo caminho da reconciliação, do perdão recíproco, da confiança e da aceitação mútua, rumo à real pacificação dos espíritos e da sociedade.