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04/03/2013: Angolanos observam eleições gerais no Quénia

Angolanos observam eleições gerais no Quénia
Nairobi - Uma delegação da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), chefiada pela comissária Júlia Ferreira, integra a missão de observadores internacionais às eleições gerais no Quénia, cujo processo de votação iniciou às primeiras horas de hoje.
Do processo sairão eleitos o Presidente da República, 348 deputados, 67 senadores e 47 governadores distritais.
Integram a comitiva angolana Dionísio Epalanga, presidente da Comissão Provincial Eleitoral da Huíla, João Van-Dúnem, chefe do departamento de Comunicação e Informação da CNE, e Alfredo Paim, chefe de Departamento de Organização Eleitoral e de Tecnologia de Informação da Comissão Provincial de Luanda.
Os observadores angolanos desembarcaram em Nairobi a convite da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL). Para estas eleições, as décimas na história do país desde a sua ascensão à independência em 1963, concorrem 107 mil 274 candidatos a várias posições, destacando-se oito a presidenciais, que serão submetidos a votação por mais de 14 milhões de pessoas, distribuídas em 33 mil assembleias de votos.
Os dois principais candidatos presidenciais são Uhuru Muigai Kenyatta, 52 anos, filho do primeiro presidente do Quénia, Jomo Kenyatta, apoiado pela Coligação Jubilee, e Raila Amollo Odinga, 67 anos, filho do vice-presidente da República no tempo de Jomo Kenyatta, e é apoiado pela Coligação CORD.
Estas eleições marcam o fim do governo de coligação e o acordo nacional que permitiu a partilha do poder entre o presidente Mwai Kibaki do partido PNU e Raila Odinga do partido ODM.
O escrutínio, o primeiro que ocorre sob a nova Constituição, marcará igualmente o fim do princípio de nomeação unilateral pelo Presidente da República de membros do governo, devendo doravante serem submetidos ao crivo dos deputados para ratificação ou rejeição.
A comissão eleitoral independente deverá divulgar os resultados finais num prazo de 48 horas e está sob alta pressão da comunidade internacional e nacional para assegurar que o processo seja livre e justo.