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04/03/2013: Comissão para Economia Real discute monitorização do sector produtivo

Comissão para Economia Real discute monitorização do sector produtivo
 

Luanda – A Comissão para a Economia Real do Conselho de Ministros dedicou hoje, segunda-feira, atenção aos mecanismos de controlo da evolução do sector produtivo e a aceleração da implementação dos pólos de desenvolvimento industrial e zonas económicas especiais no país.

 Esta primeira sessão ordinária decorreu na Cidade Alta e foi orientada pelo seu coordenador, o vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

 Segundo o ministro da Economia, Abraão Gourgel, a agenda incluiu questões ligadas a organização interna da comissão e painéis de monitorização dos sectores da economia real, como meio de controlar a evolução do sector produtivo, com particular realce para os da agricultura, indústria, energia e água, transportes e minas.

Adiantou que este mecanismo de acompanhamento deverá ser implementado no corrente ano e vai permitir ter uma noção da evolução mensal e trimestral da produção económica.

 Afirmou que foi igualmente feito o ponto da situação da implementação dos pólos de desenvolvimento industrial, das zonas económicas especiais e da cadeia produtiva do algodão, nomeadamente, a evolução dos projectos têxteis.

 Abraão Gourgel informou que foi decidido aprofundar e estudar o redimensionamento do programa da cadeia produtiva do algodão, de maneira a faseá-lo e torná-lo mais realista.

 Acrescentou que o seu pelouro foi orientado para coordenar um grupo interministerial que deverá avaliar outras formas de implementar os pólos de desenvolvimento industrial e a cadeia produtiva do sector têxtil.

Salientou que o encontro recomendou também a análise da proposta para estabelecimento de parcerias público-privadas, quer na infra-estruturação como na gestão dos pólos de desenvolvimento industrial.

 O ministro disse que foi ainda aprovado um calendário com acções a implementar ao longo do ano, visando reduzir a burocratização do processo de constituição e licenciamento de empresas, e melhorar o ranking do país, tido como o último na África sub-saariana.

 Lembrou que o Banco Mundial tem um mecanismo que regularmente avalia as facilidades na constituição de empresas e realização de negócios, e Angola pretende melhorar este ranking no próximo ano.