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24/02/2013: Presidente Equato-Guineense exorta 'ASA' a adoptar estratégias de cooperação ao desenvolvimento

Presidente Equato-Guineense exorta 'ASA' a adoptar estratégias de cooperação ao desenvolvimento

Malabo - O presidente da Guiné Equatorial, Theodoro Obiang Nguema Mbasogo, exortou em Malabo, os paises de África e da América do Sul "ASA" a adoptarem iniciativas e estratégias de cooperação ao desenvolvimento, que
permitam a coexistência no "mundo globalizado e de confrontação de interesses".

A “história dos nossos continentes, largamente explorados por outros países, e a actual conjuntura económica, nos impelem a adoptar iniciativas e estratégias de cooperação ao desenvolvimento, que permitam os nossos países emergir com toda independência, liberdade e auto-suficiência, para coexistir neste mundo globalizado e de confrontação de interesses”- afirmou o presidente Nguema, na abertura oficial da terceira Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo África-América do Sul (ASA).

Segundo ele, os países membros da ASA possuem uma economia crescente e necessitam expandir os seus laços comerciais com os países que oferecem mais garantias de equidade e libertarem-se dos monopólios internacionais e potências económicas do mundo.

Obiang Nguema recordou que os países membros da ASA estão determinados a focalizar a sua cooperação no multilateralismo, paz e segurança, democracia, boa governação, direitos humanos, economia e comércio, banca,
assuntos sociais, desporto, ciência e tecnologia, desenvolvimento das infra-estruturas, a luta contra a pobreza e a fome, a energia e minerais, a industrialização, educação e cultura, bem como na protecção do ambiente.

Desde a Conferência de Abuja, em 2006, até à Declaração da Nova Esparta, adoptada na Isla de Margarita, em 2009, a ASA definiu claramente os princípios e objectivos reitores da sua política, identificando importantes
acções sectoriais para impulsionar uma cooperação frutífera entre os seus membros, com auto-suficiência e sem complexos de nenhuma classe, sublinhou.

A ausência dos países da América Central e das Caraíbas nesta Cimeira, não se justifica nem por razão política nem económica. São países que também foram vítimas do colonialismo e da discriminação implantada nas
relações internacionais, por isso é óbvio que também sejam integrados nesta grande aliança, disse o chefe de estado equato-guineense.

Obiang Nguema defendeu que a Cimeira de Malabo deve articular com ênfase e concretizar esta cooperação em acções que produzam efeitos materiais úteis para os países membros da ASA.

Por sua vez, a presidente do Brasil, Dilma Rousself, destacou a importância do crescimento económico nos países da América do Sul e de África, bem como o passado comum entre as duas regiões.

Dilma Rousself, que participa na Cimeira de Malabo, sublinhou que o século XXI será de destaque para os países sul-americanos e africanos.

Para a presidente, será possível “reduzir” a distância entre os sul-americanos e africanos e os países em desenvolvimento, lembrando que a Cimeira América do Sul – África (ASA) representa a consolidação de
compromissos baseados na integração sul-americana e no aprofundamento das relações com o continente africano.

Para a presidente do Brasil, a união entre os países das duas regiões (África e América do Sul) resulta num grande território com uma diversidade de recursos naturais e biodiversidade, além de uma população de 1,4
bilião de pessoas.

Segundo ela, as economias das duas regiões somam um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de seis triliões de dólares americanos. O intercâmbio comercial entre as duas regiões aumentou no período de 2002 a 2011.

Referindo dados do governo brasileiro, Dilma Rousself disse que o comércio entre o Brasil e a África passou de USD 5 biliões, em 2002, para USD 26,5 biliões, em 2012.

A Cimeira decorre sob o lema “Estratégias e Mecanismos para o Reforço da Cooperação Sul-Sul” e na sua abertura oficial intervieram igualmente o Presidente da Comissão da União Africana, Dlamini-Zuma, o
presidente em exercício da União Africana (UA) e primeiro-ministro da Etiópia, o Vice-presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e o presidente da Nigéria e coordenador da ASA para África, Goodluck Jonathan.

O objectivo da Cimeira África – América do Sul centra-se na criação de um novo dinamismo regional e visa fortalecer as relações entre os países de ambas as regiões na base da solidariedade, prosperidade partilhada e
promoção das potencialidades e recursos humanos nacionais.

O Fórum visa, ainda, facilitar os contactos entre os sectores privados de África e América do Sul e explorar as oportunidades de comércio e investimento.

Esta cimeira inscreve-se no quadro da cooperação multilateral entre a União Africana e outras regiões ou países e os Chefes de Estado e de Governo debruçaram-se sobre questões institucionais tais como os mecanismos de financiamento dos projectos da ASA, o Comité Presidencial Estratégico e a criação do Secretariado Permanente.

Angola está presente na Cimeira, com uma delegação chefiada pelo Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, em representação do Presidente José Eduardo dos Santos.

A primeira Cimeira da ASA decorreu em Abuja, Nigéria, a 30 de Novembro de 2006, e a segunda teve lugar em Isla de Margarita, na Venezuela, a 27 de Setembro de 2009