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10/02/2013: Destacada internacionalização da economia angolana

Destacada internacionalização da economia angolana

Cape Town - A internacionalização da economia angolana é um facto no domínio dos petróleos e da actividade mineira, onde já existem alguns sinais positivos, disse em Cape Town, África do Sul, o ministro angolano da Geologia e Minas, Francisco Queiróz.

Em declarações à imprensa, à margem da 19ª Conferência Internacional de Minas, que encerrou quinta-feira,
Francisco Queiróz afirmou que no domínio dos petróleos, existem investimentos da Sonangol em vários países, enquanto a actividade mineira é realizada em alguns estados africanos.

“Aqui no Indaba exploramos a possibilidade das empresas angolanas de referência mineira poderem actuar no
Zimbabwe, através da Sociedade Mineira de Catoca e da Sodiam”, disse o governante.

Informou que a Sociedade de Catoca é uma das quatro maiores de exploração de diamantes no mundo, dispõe de
um excelente “know haw” e experiência acumulada, tem liquidez e está em condições de investir fora de Angola em mercados que sejam promissores.

Referiu que o Catoca, a Sodiam e outros operadores comerciais angolanos poderão investir na prospecção,
exploração e comprar diamantes no Zimbabwe, adiantando que os contactos estabelecidos podem permitir a internacionalização da economia mineira.

Em relação ao Código Mineiro, o ministro comunicou que este documento refere o modo como se pode ter
acesso aos direitos mineiros em Angola, de uma forma transparente, segura e célere para o investidor.

“O Código Mineiro, do ponto de vista fiscal, reduziu o imposto industrial de 35% para 25%, tem um royalty
que varia em função do mineral a explorar entre 3% a 7%, e possui taxas normais”, elucidou.

“Nos não temos um sistema de atribuição automática de intenções fiscais. O nosso código preferiu fugir deste
modelo porque não é o mais moderno, nem é aquele que os investidores procuram”,
sustentou.

Francisco Queiróz, declarou que Angola tem os minerais divididos em categorias, tais como o diamante, ouro,
urânio e outros radioactivos, adiantando que neste momento já é possível sentir uma curiosidade crescente de saber que outros minerais existem no domínio das rochas ornamentais, ferro e manganês.

“Temos que trabalhar para dar a conhecer ao mundo esses recursos e aproveitar essa vontade que começa a
aparecer para investir neste sector”, disse.

Segundo o ministro, o país tem que planificar a exploração dos minerais, não apenas para os próximos cinco anos, mas para 50 ou cem anos e também a preservação do ambiente”.

O governante explicou que todo investimento público feito nos últimos 10 anos de paz em Angola foi voltado para a reconstrução de infra-estruturas.