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21/11/2012: Luís Gomes Sambo aponta lições, desafios e realizações no biénio 2010-2011

Luís Gomes Sambo aponta lições, desafios e realizações no biénio 2010-2011

Luanda – O director regional da OMS/Afro, Luís Gomes Sambo, reconheceu que o fardo de problemas de saúde prioritários pode ser reduzido através da intensificação de intervenções de eficácia comprovada de elevado impacto.

Essa apreciação foi efectuada aquando da apresentação do seu relatório bienal na 62 ª sessão da organização que decorre desde segunda-feira, em Luanda, em que estão presentes perto de 500 delegados vindos dos 46 países membros da OMS/Afro.

De acordo com o director regional, a intensificação da vigilância integrada das doenças e resposta do Regulamento Sanitário Internacional ao nível das comunidades, contribui para uma dectecção atempada de surtos e uma resposta eficaz dos mesmos.

Sambo falou também que a colaboração transfronteiriça entre os Estados membros na área de preparação e resposta às epidemias, com parceiros, o pré-posicionamento de estojos de emergencia e a constituição de equipas de resposta rapida no terreno contribuiram igualmente para uma contenção celere e controlo eficaz de surtos e outras doenças.

A colaboração continua com as agências das Nações Unidas e com outros parceiros atravez dos mecanismos existentes ao nível dos países facilitou a assistência prestada aos Estados membros, bem como a parceria Harmonização da Saúde em África, que serve de plataforma útil para a mobilização de sinergias de apoio tem sido um bom investimento.

No entanto, Luís Gomes apontou igualmente alguns desafios e obstáculos que precisam ser ultrapassados urgentemente como a mitigação do impacto de uma grave crise financeira que afecta programas prioritários.

Como a maioria dos programas afectados são áreas em que os países necessitam de crescente cooperação técnica, um grande desafio consiste em manter um nível eficaz e óptimo de resposta aos pedidos dos países para a assitência técnica.

Apesar dos esforços empreendidos por alguns países, a par dos apoio da OMS e outros parceiros, a cobertura de intervenções e serviços essenciais necessários para haver progressos para a consecução dos objectivos regionais da saúde permanece um desafio.

“Os países ainda têm cobertura vacinal inadequada e de alguns serviços em áreas como VIH/Sida, tuberculose e paludismo, saúde materna e infantil e a prevenção e controlo das epidemias de doenças transmissíveis”, sublinhou.

Outro condicionamento registado neste biénio é a insegurança que prevalece em zonas de alguns países, o que afectou a prestação de assistencia técnica a nivel óptimo.

O director regional apontou algumas das realizações significativas alcançadas durante o biénio 2010 2011 como a consolidação da parceria Harmonização Para a saúde em África e a facilitação do diálogo entre os ministérios das finanças e da saúde, para melhorar o financiamento do sector da saúde, o reforço dos sistemas de vigilância integrada das doenças nos países, aumento do acesso aos antiretrovirais e testagem e a coordenação eficaz de acções sanitárias de resposta durante as emergências.

Aplicação da legislação anti-tabágica e a formulação de planos de acção num número crescente de países, aprovação da estratégia regional para os principais determinantes da saúde, o compromisso de Luanda para a saúde e Aliança estrategica para o ambiente, o aumento da conscialização e segurança alimentar, bem como a aceleração da implementação da declaração de Ougadougou sobre os cuidados de saúde primários e sistemas de saúde em África foram outras realizações.