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20/11/2012: Ministro angolano da Saúde destaca avanços do sector nos últimos dez anos

Ministro angolano da Saúde destaca avanços do sector nos últimos dez anos
Luanda - O ministro angolano da saúde destacou nesta segunda-feira, os avanços que o país registou nos últimos dez anos na esfera política, económica e social e, muito particularmente, no domínio da saúde, em que se assiste a um enorme investimento do Executivo na melhoria dos indicadores de saúde, como forma de garantir a sustentabilidade do desenvolvimento de Angola.
José Van-Dunem fê-lo na abertura da 62ª Sessão do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), aberta hoje no Centro de Convenções Talatona, na capital angolana, pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente.
“Hoje, o nosso principal desafio não é apenas fazer mais e melhor, é fazer diferente e de forma diferente, para obtermos cada vez mais ganhos em saúde”, referiu.
Apontou como alguns ganhos da última década, o facto de, desde o mês de Julho de 2011, não se registar nenhum caso de pólio no país, como resultado de uma estratégia de reforço da vacinação de rotina, da melhoria da
qualidade das campanhas de vacinação suplementar e da melhoria da monitorização e vigilância epidemiológica.
Outro indicador que mostra que o país está no bom caminho neste domínio, de acordo com o titular da pasta da saúde, refere-se a prevalência de 1.9 porcento do VIH e Sida, que se mantém estável há sete anos, ao mesmo tempo que foram desenvolvidas acções para a sua prevenção e, consequente redução de novas infecções em crianças, através da prevenção da transmissão vertical e do aumento do acesso ao tratamento com antiretrovirais.
O ministro da Saude disse também que as autoridades angolanas estão a imprimir maior consistência ao Sistema Nacional de Saúde, com grande foco nos níveis municipal e comunal, através do processo de municipalização dos
serviços de saúde, para aumentar o acesso aos cuidados primários, garantindo a universalidade dos serviços, incluindo novas intervenções relacionadas com as doenças não transmissíveis e a equidade.
Esclareceu que este processo sustenta-se numa descentralização administrativa, técnica e financeira, bem como numa grande convergência intersectorial das acções, que garante uma melhor coordenação e actuação das determinantes sociais da saúde e tem permitido uma participação activa das comunidades.