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14/11/2012: Diplomacia angolana sempre foi factor de paz e de liberdade

Diplomacia angolana sempre foi factor de paz e de liberdade
Luanda – O secretário de estado das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, declarou nesta terça-feira, em Luanda, que a diplomacia angolana sempre foi um factor de paz e de liberdade, na defesa dos interesses
estratégicos nacionais e na harmonia entre povos e nações, baseadas na dignidade e respeito da identidade de cada um.
Manuel Augusto discursava na abertura de uma palestra sobre “as repercussões das negociações de Nova Iorque e o desenvolvimento da África Austral”, organizada por ocasião do dia do diplomata, assinalado segunda-feira,
dia 12.
Disse que com a instituição do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) a 12 de Novembro de 1975, o pelouro assumiu desde logo a responsabilidade de contribuir para a consolidação do próprio estado e a defesa da soberania nacional, afirmando-se, assim, como uma vanguarda na asserção de Angola em África e no mundo.
Desde então trabalha para que a diplomacia angolana seja um instrumento de luta pela paz, igualdade e desenvolvimento económico e social dos povos, contra a injustiça e a ingerência nos assuntos internos de outros
estados, salientou.
Como exemplos citou as iniciativas diplomáticas angolanas para as transformações políticas ocorridas em África nos anos 80 e 90, que levaram a independência da Namíbia e ao fim do regime do apartheid na África do Sul, a resolução de conflitos e na promoção de um ambiente de paz e estabilidade no continente.
Considerou pertinente o tema da palestra “a repercussão das negociações de Nova Iorque e o desenvolvimento da África Austral", que estiveram na base do futuro político da região austral do continente. Referiu que estes factos constituíram passos importantes para
a resolução política e sustentável do próprio conflito angolano, uma vez que permitiu eliminar os actores externos que complicavam a equação de independência e unidade nacional e perigavam a soberania angolana.
Manuel Augusto afirmou que o dia do diplomata que se assinala constitui uma reflexão sobre as realizações, desafios e oportunidades na política externa angolana, num mundo cada vez mais globalizado e complexo.
Acrescentou que a política externa, como parte da estratégia do Executivo angolano, saído das eleições de 31 de Agosto passado, visa, mais do que nunca, promover a defea, segurança e o bem estar dos cidadãos angolanos.
Durante a cerimónia foi rendida homenagem a ministros das relações exteriores e diplomas já falecidos, observando um minuto de silêncio em sua memória.
Para o secretário de estado as acções daqueles antigos quadros em prol da consolidação da independência e soberania e defesa dos interesse estratégicos de Angola num mundo com desafios cada vez mais crescentes, continuam a inspirar as novas gerações de diplomatas.