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25/10/2012: Angola tem potencial para ser referência no domínio alimentar em África

Angola tem potencial para ser referência no domínio alimentar em Ãfrica
Luanda – Angola se tornará referência na produção alimentar a nível do continente africano, quando resolver os problemas de logística e treinamento dos produtores, afirmou em Luanda, o secretário para Agricultura e Pescas do Estado de Santa Catarina (Brasil), Airton Spies.
Em declarações à imprensa a propósito das XVI Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), Airton Spies disse que Angola tem condições de clima e solo muito favoráveis para atingir esses níveis.
O agrónomo disse, por outro lado, que o país precisa profissionalizar também a agricultura familiar e para tal deve investir fundamentalmente em pesquisa, extensão rural e capacitação dos produtores.
Segundo o interlocutor, os agricultores devem ser capacitados de modo a adoptarem tecnologias mais produtivas que dão respostas em termos de qualidade e custos de produção de alimentos, para viabilizar a organização da
produção.
Com essas condições criadas, disse o entrevistado, chega-se à industrialização dos alimentos e constrói-se canais e fluxos de abastecimento para a sociedade urbana.
Para si, “ a agricultura familiar não é sinónimo de agricultura pobre, porque quando ela é dedicada à actividade de alta densidade económica, ou seja àquelas culturas que geram bastantes rendas em pequenas áreas, é possível fazer em pequenas propriedades grandes negócios, desde que se tenha grandes cabeças”.
Por exemplo, pode-se plantar 50 hectares de milho e ter uma renda menor do que a de um hectar de hortaliças como tomate, cenoura ou flores ou toda cultura que pode gerar mais rendas em pequenas áreas.
Referindo-se à questão produção de alimentos e conservação do meio ambiente, disse que é possível fazer isso com regras adequadas desde que a sociedade saiba os modelos a seguir para o uso dos recursos naturais.
Airton Spies, um dos palestrantes da jornada da Fesa, dissertou sobre “A importância da agro-indústria na industrialização dos excedentes e na criação de valor acrescentado.
As jornadas da fundação terminam sexta-feira e decorrem sob o lema “A agricultura no contexto de desenvolvimento de Angola”.