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01/08/2012: Concorrentes iniciam corrida ao poder

 Concorrentes iniciam corrida ao poder

Luanda - Os partidos e coligações movimentaram ontem, terça-feira, o país, no lançamento das campanhas eleitorais, visando conquistar a simpatia dos eleitores no dia 31 de Agosto.

O acto central ocorreu no município de Viana, em Luanda, sob orientação do seu presidente e cabeça de lista, José Eduardo dos Santos, que discursou perante milhares de militantes.

Na ocasião, José Eduardo dos Santos fez uma incursão histórica sobre Angola, desde a luta de libertação nacional, a proclamação da independência, conflito interno, as distintas etapas do processo de paz, a reconstrução, reconciliação e desenvolvimento de Angola.

A Unita escolheu igualmente o município de Viana para o arranque da sua campanha, tendo no acto, o presidente deste partido, Isaías Samakuva, reafirmando que o seu partido tem como prioridade absoluta a luta contra a pobreza no país.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) abriu a sua campanha no Cine Tropical, em Luanda, em cerimónia orientada pelo seu presidente, Abel Epalanga Chivukuvuku.

O acto, presenciado por centenas de seus simpatizantes, foi aberto com a leitura de uma nota por Luizete Araújo, uma destacada membro da Coligação, que concorre às eleições com o lema "Vencer para realizar Angola".

Campanhas de sensibilização porta-a-porta e distribuição de material de propaganda nos municípios de Cacuaco, Cazenga e no distrito do Sambizanga, em Luanda, marcaram o inicio oficial da campanha eleitoral para as Eleições Gerais de 31 de Agosto do Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD).

Por seu turno, o Conselho Político da Oposição (CPO) defendeu um sistema económico que se coaduna com políticas público-privadas capazes de consolidar a construção de um Estado viável.

A informação foi avançada pelo seu presidente, Anastácio Finda, no acto de apresentação do manifesto eleitoral.

A Nova Democracia, ao contrário da maioria dos partidos, saiu de Luanda e procedeu a abertura da sua campanha na província do Namibe, sob orientação do seu presidente, Quintino Moreiro.

O político afirmou na altura que o incentivo a agricultura, com base na criação de políticas, programas e na aplicação de tecnologias em todas as actividades do ramo, constam das prioridades do Programa de governação da Coligação Nova Democracia - União Eleitoral (ND-UE), apresentado ao eleitorado angolano.

O PRS também saiu de Luanda, escolhendo a província da Lunda Norte como ponto de partida.

Em entrevista à Angop, o presidente do PRS, Eduardo Kwangana, disse que a sua formação política está a trabalhar para alcançar o primeiro ou segundo lugar nas eleições gerais de 31 de Agosto.

O sector da saúde consta dos itens eleitos pela coligação Frente Unida para Mudança de Angola (FUMA) como prioridade da sua governação, em caso de vitória nas eleições gerais do próximo dia 31 de Agosto, cuja campanha iniciou também nesta terça-feira, em Luanda.

No seu programa eleitoral, a FUMA refere que para atingir este objectivo, o seu governo “tudo fará” para preservar os centros hospitalares existentes e construir outros novos de referência em todas as regiões do país.

A FNLA abre a sua campanha na quinta-feira, mas em declarações à Angop, o líder desta formação política, Lucas Ngonda, defendeu a construção de um país, cujas bases estejam assentes nos pilares da justiça social, democracia e da paz.

O início da campanha eleitoral foi igualmente marcada pelo uso do espaço de antena na rádio e televisão por parte dos concorrentes às eleições, esgrimindo a sua ideologia e os programas de governo.

Ainda no quadro da preparação das eleições gerais, a Comissão Nacional Eleitoral realizou hoje a sua 8ª sessão plenária ordinária, tendo decidido que os órgãos de Comunicação Social, nacionais e estrangeiros, devem solicitar o credenciamento dos jornalistas, à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), 20 dias antes das Eleições de 31 de Agosto de 2012.

Segundo informou, a CNE não definiu o número de jornalistas, para facilitar uma cobertura eleitoral abrangente, a toda extensão do território nacional.

Este órgão determinou ainda que as formações políticas concorrentes às eleições gerais de 31 de Agosto devem apresentar o relatório de prestação de contas referentes à regularidade das receitas e despesas efectuadas com as verbas cabimentadas pelo Estado no âmbito da campanha eleitoral até 45 dias após a divulgação oficial dos resultados eleitorais.

A Angop noticiou ainda factos relativos à formação de membros de mesa de votos, processo que decorrem em todo o país.