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20/07/2012: Ministra angolana do Planeamento aponta prioridades com China

Ministra angolana do Planeamento aponta prioridades com China
Beinjing - A ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço, apontou em Beijing, a agricultura, dsenvolvimento de infra-estruturas, comércio e energia como áreas prioritárias em que a China pode trabalhar com a África para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milénio no continente.
A ministra que se expressou desta maneira com base na visão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), apontou igualmente como prioridades áreas de agregamento de valores, alterações climáticas,
comércio e energia, para que se resolvam os problemas da pobreza e falta de desenvolvimento e estabilidade.
Olhando para frente, a SADC acredita que as áreas prioritárias em que a China pode trabalhar, através do FOFAC, com a África são nomeadamente a agricultura, desenvolvimento de infra-estruturas, agregamento de valores, alterações climáticas, comercio e energia" - disse Ana Dias Lourenço.
A governante angolana falava em representação da SADC, na abertura da 5ª Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação China-África que se realiza na capital chinesa até hoje, sexta-feira e que teve um dos pontos mais
altos o anúncio pelo presidente chinês Hu Jintao da concessão de novos créditos à África num total de 20 mil milhões de dólares para apoiar a construção de infra-estruturas, agricultura, indústria e pequenas e médias empresas.
Sob o lema “Consolidar as realizações do passado e abrir novas perspectivas para o novo tipo de parceria estratégica China-África”, a conferência, que também foi prestigiada com a presença do secretário-geral das
Nações Unidas, Ban-Kimon, irá fazer um balanço da execução das propostas saídas da IV Conferência Ministerial realizada no Egipto em 2009 e desenhar o modelo para as relações sino-africanas nos próximos três anos.
O Plano de Acção de Pequim 2013/ 2015 já recebeu o apoio do grupo da SADC e de todos os países africanos em geral. A titular do Planeamento de Angola garantiu que os países africanos estão dispostos a maximizar a
oportunidade da China pela abertura de novas perspectivas de cooperação entre a China e a África e pela abertura do seu mercado para os produtos africanos.
Até agora, os produtos com tarifa zero para os países menos desenvolvidos parecem ser principalmente os manufacturados e processados, enquanto que África tem uma verdadeira vantagem competitiva e comparativa nas
matérias-primas e produtos agrícolas transformados - salientou Ana Dias
Lourenço.
A ministra angolana convidou o gigante asiático a apoiar a África a partir do FOFAC, para garantir que a sua voz seja ouvida e representada nos fóruns internacionais como são os casos do Conselho de Segurança das Nações
Unidas, no Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e outras organizações estratégicas como o G20.
Desde a sua criação em 2000, o FOCAC cresceu de estatuto tornando-se num mecanismo privilegiado para o diálogo colectivo e cooperação entre a China e África, caracterizada pela procura de alianças estratégicas para
garantir o acesso a recursos naturais que são abundantes e estão por explorar no continente africano A China tornou-se no principal parceiro comercial do continente africano, com trocas bilaterais em alta de 83 porcento desde 2009, de acordo com os dados do ministério chinês do Comércio.
Em 2011, as trocas comerciais China-África atingiram um recorde de 166,3 mil milhões de dólares. A China manteve-se como o maior parceiro comercial de África pelo terceiro ano consecutivo e mais de 2 mil empresas chinesas estabeleceram-se em África com investimento directo total de 14,7 mil milhões de dólares. Angola é um dos principais parceiros económicos do gigante asiático.
A delegação angolana é chefiada pela ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, e integra ainda a secretária de Estado da cooperação do Ministério das Relações Exteriores, Exalgina Gamboa, o embaixador de Angola na República Popular da China, João Garcia Bires, o director da direcção Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores, André Panzo, técnicos do Ministério do Planeamento, das Relações Exteriores e do corpo diplomático acreditado na República Popular da China.