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24/06/2012: Restos mortais do nacionalista Mário Leonel sepultados no Alto das Cruzes

Restos mortais do nacionalista Mário Leonel sepultados no Alto das Cruzes
Luanda – Os restos mortais do nacionalista Mário Leonel António Ferreira Correia foram sepultados ontem, domingo, no cemitério Alto das Cruzes, em Luanda, durante uma cerimónia que contou com a presença do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.
Estiveram ainda no cemitério Alto das Cruzes, para assistir a última homenagem a Mário Leonel António Ferreira Correia, ministros de Estado, ministros, altos funcionários da Presidência da República, membros do Parlamento, do Bureau Político e do Comité Central do MPLA, colegas, familiares e amigos.
Ao ler o elogio fúnebre, o membro do Bureau Político do MPLA, Afonso Van-Dúnem Mbinda, referiu que foi um destacado compatriota e combatente abnegado da luta de libertação de Angola da opressão colonial, que culminou com a independência do país.
Disse igualmente que Mário Leonel foi um militantes consequente do MPLA, que ajudou a manter acesa a chama de continuação da luta pela independência e soberania do país, pela paz, democracia e bem estar do povo
angolano.
Na capital angolana, referiu, integrou as células clandestinas de nacionalista, coordenada pelo Cónego Manuel das Neves, que consistia na distribuição de panfletos e mobilização de jovens patriotas.
Falecido quinta-feira, em Luanda, vítima de doença, Mário Leonel António Ferreira Correia nasceu aos 11 de Junho de 1932, em Lucala, província do Kwanza Norte, mas foi em Luanda que deu início às suas actividades
como nacionalista.
Integrou-se na guerrilha libertadora dirigida pelo MPLA-Movimento, em Janeiro de 1961, no então Congo-Leopoldville (hoje República Democrática do Congo), onde procurara refúgio, tendo desempenhado, nele, funções de destaque, nomeadamente a de membro do seu Comité Director.
Entre os vários exemplos, Afonso Van-Dúnem Mbinda destacou ainda o papel desempenhado, em 1964, por Mário Leonel, quando elemento da tropa congolesa cercaram o complexo onde residiam alguns membros do MPLA, entre os quais, o Presidente Agostinho Neto, com o objectivo de o prenderem.
“Apercebendo-se da situação, como vizinho, Mário Leonel, num acto de muita coragem conseguiu resgata-lo e levou a embaixada da ex-URSS em Leopoldeville”.
Por outro lado, ajudou no apoio logístico e financeiro à organização, bem como a sua residência também serviu de refúgio clandestino para muito nacionalistas.
Regressado ao país, em Setembro de 1974 e com a proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, foi integrado, inicialmente, nos quadros da Presidência da República e, depois, na diplomacia, tendo sido cônsul-geral de Angola nas repúblicas Democrática do Congo e de Cabo Verde, bem como na cidade do Cabo, na África do Sul.