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17/06/2012: Ministra Idalina Valente antevê melhores dias para indústria têxtil angolana

Ministra Idalina Valente antevê melhores dias para indústria têxtil angolana
Washington - A ministra angolana do Comércio, Idalina Valente, vaticinou em Washington, melhores dias para a indústria têxtil de Angola, elevando-a a condição de exportador.
Intervindo no âmbito AGOA fórum da Lei para o Crescimento e Oportunidade de África "AGOA", a governante enfatizou que, pelo facto de Angola estar a dar os primeiros passos para a reactivação da indústria têxtil, poderá
vir a ser um grande produtor de tecidos e vender aos outros países que por sua vez exportarão para os EUA.
Idalina Valente apoiou-se no tema do Fórum deste ano "Melhoramento das Infra-estruturas do Comércio" para antever uma possibilidade de evolução de Angola até 2015 em indústria têxtil.
Realçou, no entanto, haver problemas fundamentais ligados à cláusula sobre os tecidos fabricados por terceiros países africanos que exportam têxteis com produtos comprados noutros mercados.
Alertou para o risco de 300 mil trabalhadores com empregos directos e ou indirectos, no âmbito do AGOA correrem o risco de ficar no desemprego, o que é muito preocupante.
“Directamente, Angola é um dos países menos afectados por esta situação, no que diz respeito ao comércio internacional, mas no âmbito da União Africana temos de pensar no conjunto e não isoladamente” - reforçou a
Ministra do Comércio, antes da sua partida de Washington.
Sobre a questão, Demetrios Marantis, do Departamento do Comércio dos EUA, disse que esta é uma disposição realmente fundamental para a sobrevivência da indústria têxtil em África e do sector de vestuário, bem como
para a eficácia e o sucesso contínuo do AGOA.
Demetrios Marantis ressaltou que o Presidente Barack Obama está pronto para assinar a legislação relativa a esta questão, tão logo seja aprovada pelo Congresso.
Os titulares do comércio dos países elegíveis do AGOA estiveram reunidos com o pelouro do Congresso norte-americano, para discutir a estratégia adoptar. A decisão final das discussões mantidas reflecte os problemas que existem no momento e os mecanismos a ser adoptados para dar um novo rumo às questões que foram abordadas e preocupam os países membros.
A República de Angola tornou-se membro elegível do AGOA em Janeiro de 2004, e é o segundo país da África Subsariana beneficiário do AGOA que mais exporta para os EUA.
Em 2011, as exportações angolanas para os EUA totalizaram 13.8 bilhões de dólares. 98.7 porcento equivalem a petróleo e seus derivados.
A agenda da reunião do Grupo Ministerial Africano do AGOA, incluiu para além da passagem da presidência da Zâmbia para a Etiópia, sessões plenárias em que as delegações ministeriais dos países africanos representados
se debruçaram sobre temas de suma importância para o continente, dos quais se destacam o impacto das infra-estruturas africanas na capacitação do comércio, o seu aperfeiçoamento para a promoção e aumento do comércio internacional, saúde, energia renovável, transportes, bem como o seu impacto no sucesso económico da
mulher.
Sexta-feira, decorreu também a conferência da sociedade civil. Este ano, foi organizada pela organização norte-americana “Civil Society Network” (Rede da Sociedade Civil).
Em Cincinatti, Estado de Ohio, decorrerá de 21 a 22 de Junho de 2012, a reunião de negócios do sector público e privado que se centrará no desenvolvimento de infra-estruturas relacionadas com os sectores da energia,
transportes e saneamento básico.
Nesta missão empresarial, os participantes receberão informações sobre os programas governamentais e serviços dos EUA, para facilitar o investimento. A troca de experiências e o estabelecimento de novas parcerias,
marcarão o certame, onde participarão membros da Câmara de Comércio Angola/EUA.
À margem da reunião do Grupo Consultivo dos Ministros Africanos do Comércio, a ministra do Comércio de Angola, Idalina Valente, manteve encontros bilaterais com Ron Kirk, Representante dos EUA para o Comércio
(USTR), e com o seu homólogo Sul-Africano.
Com a inclusão recentemente do Sudão do Sul, os países elegíveis do AGOA perfazem um total de 41 membros: Angola, África do Sul, Benin, Botswana, Camarões, Cabo-Verde, Tchad, Ilhas Comores, RDCongo, Côte d’Ivoire,
Djibouti, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Ghana, Guiné-Conakry, Guiné-Bissau, Ilhas Maurías, Seyschelles, Lesotho, Libéria, Malawi, Mali, Moçambique, Mauritânia, Namíbia, Níger, Nigéria, Quénia, Rwanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Swazilândia, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Togo.
A delegação angolana foi agraciada, a 14 de Junho, com um jantar de boas-vindas pela Câmara de Comércio EUA/Angola, no qual esteve presente Alberto Ribeiro, embaixador de Angola nos EUA, que enalteceu os
esforços e empenho da instituição nomeadamente na promoção de parcerias empresariais entre os dois países, visando um maior investimento,
A delegação Angolana integrou Domingas Martins, directora das Relações Bilaterais do Ministério do Comércio, Kiala Pierre, director da Cooperação Internacional do Ministério de Energia e Águas, Agostinho Duarte do
Ministério da Agricultura, Teófilo Nicolau do Ministério do Planeamento, Desireé Zinga do Desk/EUA do Mirex e um alto funcionário do Ministério dos Petróleos, além da representante Comercial de Angola nos Estados Unidos da América e diplomatas da embaixada de Angola.