News & Announcements

18/05/2012: Plano de gestão de resíduos será submetido ao Executivo para sua apreciação

Plano de gestão de resíduos será submetido ao Executivo para sua apreciação
Luanda – O Plano Estratégico para Gestão de Resíduos Urbanos em Angola (PERGRU), com três eixos fundamentais, que vão permitir com que se tomem medidas para se eliminar os passivos dos lixos nos centros urbanos, será apresentado brevemente ao Executivo para sua apreciação e depois aprovação, para sua efectiva implementação.
A ministra do Ambiente, Maria de Fátima, que falava hoje, quinta-feira, durante a cerimónia de apresentação do referido documento, disse que com base na discussão que tiveram na área jurídica e constitucional foi possível também terminar a elaboração do regulamento de gestão de resíduos, uma ferramenta importante que dita as normas e regras necessárias para que sejam atingidos os objectivos preconizados.
“Os sistemas modernos de recolha e tratamento atendem acima de tudo os interesses ambientais, económico e social, pois que se preconizarmos uma boa organização dos resíduos vamos garantir maior eficiência dos serviços,
haverá melhorias na saúde pública e menor custo em termos de investimentos nesta área, disse”.
Neste ano em que Angola celebra os seus 10 anos de paz, com visíveis índices de crescimento económico, pretende-se neste período arrancar com a implementação este plano estratégico para gestão dos resíduos urbanos, que define um conjunto de fundamentos e propostas de actuação para a alteração do paradigma actual de gestão no país.
Neste plano que encontrou hoje na sua fase de discussão para recolha de opiniões e melhoria do seu conteúdo em termos estratégicos, consta, segundo a ministra do Ambiente, questões relacionadas com a melhoria e eficiência do sistema de recolha, criação de centros de tratamento, valorização dos resíduos e criação de novos postos de trabalho.
“Queremos fazer com que as medidas a adoptar se enquadrem com a realidade do país e que possam garantir a remoção, reutilização e reciclagem dos resíduos nos seus mais vários tipos”, sublinhou a titular do Ambiente.
Relembrou, entretanto, as consequências directa da deficiência da recolha e tratamento dos resíduos, que causam danos para o ambiente e para a própria pessoa que a produz, uma vez que tal procedimento não permite questões salutares de saúde e higiene.
Nesta senda, disse que o Executivo realiza diferentes programas sociais para melhorar os níveis de saúde pública da população, sendo uma “grande questão” que para si está ligada ao desenvolvimento humano.
Por isso, defendeu a necessidade de se propor soluções exequíveis, como forma de valorização dos resíduos, um modelo assente em aterros, de regime tarifário, bem como de financiamento.
“Vamos todos trabalhar para que possamos garantir com responsabilidade colectiva integrando a componente legal de fiscalização e controlo, para que possamos garantir uma melhor e mais correcta gestão dos resíduos”, concluiu.
Assistiram a cerimónia de apresentação desse plano o vice-ministro do Ambiente, Syanga Abílio, a ex-ministra do Urbanismo e Ambiente, Dulce Passaro, que foi convidada a coordenar a elaboração do referido plano, quadros de diversos sectores públicos e privados, assim como operadoras de saneamento que trabalham em diferentes cidades.