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13/04/2012: Georges Chikoti pede maior engajamento dos membros do Golfo da Guiné

Georges Chikoti pede maior engajamento dos membros do Golfo da Guiné

Luanda – O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, pediu em Luanda, maior engajamento dos países membros da Comissão do Golfo da Guiné.

Georges Chikoti, que discursava na abertura da VI sessão ordinária do Conselho de Ministros da Organização, que decorre na capital do país até hoje sexta-feira, dia 13, disse que desde a sua criação a Comissão do Golfo
da Guiné tem encontrado no seu crescimento várias dificuldades.

Segundo o governante, ela nasceu num ambiente em que os Chefes de Estado estavam preocupados não só com a situação da região naquela altura, mas também com aquilo que poderia vir a ser o seu futuro.

De acordo com o ministro, alguns dos problemas que os Estados membros enfrentam actualmente não foram necessáriamente previstos, porém alguns fenómenos tais como a pirataria, os movimentos armados que circulam na região, bem como a imigração ilegal justificam, cada vez mais, a importância da criação da Comissão do Golfo da Guiné.

Neste momento, disse, constata-se que o mundo vive ainda muitos desafios e, no caso do continente africano, alguns relacionados com a paz e segurança, conflitos armados, processos políticos difíceis, bem como a extrema
pobreza, miséria e várias doenças endémicas que afectam ainda largas franjas da sociedade.

Referiu que uma organização como a Comissão do Golfo da Guiné deve reflectir sobre todos estes aspectos, bem como avaliar a importância estratégica e económica da região, que contém recursos importantes que podem
constituir amanhã uma maior ameaça em termos de estabilidade da própria região.

Argumentou ainda que, entre os recursos da sub-região do Golfo da Guiné, encontra-se também a bacia do Congo, segundo maior conjunto hídrico-florestal do mundo, depois da Amazónia, facto que constitui para todos
particular orgulho.

Porém, esta particular riqueza poderá no futuro ser alvo de uma grande cobiça.

O ministro acrescentou que, dentro do conjunto de preocupações que são comuns aos estados membros, não podem deixar de referir as inquietações que advêm de situações recentes da situação de segurança na
sub-região.

Por este facto, considerou extremamente importante que as reuniões deste órgão tomem um carácter mais regular para darem a devida importância que a Comissão do Golfo da Guiné representa.

Fazem parte da  Comissão do Golfo da Guiné para além de Angola os Camarões, São Tomé e Principe, Nigéria, Guiné-Equatorial, República do Congo, República Democrática do Congo e Gabão.