Press Release

08/02/2018: EUA: ANGOLA PARTICIPOU NA 66ª SESSÃO DO NATIONAL PRAYER BREAKFAST

EUA: ANGOLA PARTICIPOU NA 66ª SESSÃO DO NATIONAL PRAYER BREAKFAST
Washington, 08/02/2018 - O Embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares, participou no dia 8 de Fevereiro de 2018, na 66ª sessão do National Prayer Breakfast (Pequeno-Almoço de Oração), um evento que se realiza na primeira quinta-feira do mês de Fevereiro, em Washington D.C. Igualmente presente esteve evento a jurista Angolana Maria Luísa Abrantes.

 

O Pequeno-almoço de Oração, (National Prayer Breakfast), que tem lugar anualmente na capital federal dos Estados Unidos, no Washington Hilton Hotel é organizado pela Fundação Fellowship, um grupo cristão conservador acolhido pelo Congresso dos EUA.

O embaixador Angolano nos EUA que assistiu ao evento pela quarta vez, considerou o mesmo, um momento muito especial, ressaltando acima de tudo os pressupostos da fé e a revisão de conceitos e valores morais que o mesmo encerra, uma autêntica manifestação de amor ao próximo.

"Este ano, o tradicional National Prayer Breakfast contou com a participação de mais de 3.800 pessoas que representam mais de 130 países e territórios em todo o mundo, para além de participantes dos diferentes Estados dos EUA", disse A. Larry Ross, porta-voz da Fellowship Foundation. Aproximadamente 55 provenientes da Rússia, incluindo um grupo de 35 jovens profissionais, médicos milenários, advogados e líderes empresariais com idades compreendidas entre os 20 e 30 anos, convidados a participar num contexto de relacionamento e fé". Igualmente assistiram o evento o Corpo Diplomático acreditado em Washington.

Destaque para a presença da primeira-dama do Ruanda, Jeannette Kagame que liderou um momento de oração no evento e convocou o mundo a abraçar o amor no lugar do ódio.

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América foi o principal orador, que no seu discurso promoveu o sucesso dos Estados Unidos na luta contra o ISIS e a defesa das liberdades religiosas no país e no exterior.

"Quando os americanos são capazes de viver pelas suas convicções para falar abertamente da sua fé e ensinar os seus filhos o que é certo, as nossas famílias prosperam, as nossas comunidades florescem e a nossa nação pode conseguir qualquer coisa", disse Trump.

"Muito trabalho ainda há para fazer, mas nunca descansaremos até que esteja completamente concluído. Nós sabemos que milhões de pessoas no Irão, Cuba, Venezuela, Coréia do Norte e outros países sofrem sob repressão de regimes brutais. A América está com todas as pessoas que sofrem opressão e perseguição religiosa", disse Donald Trump.

O discurso solene de Trump também se concentrou na tragédia que os furacões Harvey e Irma causaram nos Estados Unidos, nos incêndios ao oeste do país, o tiroteio de Las Vegas e a epidemia de opiáceos, destacando a história de uma família que ele convidou para assistir ao seu discurso sobre o Estado da União.

"Todos podemos ser heróis para todos, e eles podem ser heróis para nós", disse Trump, "enquanto abrimos os nossos corações para a graça de Deus, a América será livre, a terra do livre, a casa dos valentes e a luz para todas as nações".

O National Prayer Breakfast é um enorme encontro ecuménico que reúne anualmente milhares de pessoas de todo o mundo, independentemente dos seus credos religiosos. Este ano,  o Estadista americano, não fez promessas políticas na 66ª sessão realizada no famoso Washington Hilton hotel.

O seu discurso seguiu a linha de presidentes anteriores que destacaram  a fé como parte da história e da tradição dos EUA, tendo Donald Trump dado realce a actos de braveza de americanos que se sacrificaram para ajudar o próximo, afectando a sua própria vida, muitos dos quais hoje são portadores de deficiências físicas.

"A América é uma nação de crentes, e juntos somos fortalecidos pelo poder da oração", disse Trump, que observou que Deus é mencionado quatro vezes pelos Fundadores da Declaração de Independência do país e que a moeda declara "Em Deus, nós confiamos", apontando assim a promessa de fidelidade americana. Nós somos uma nação, sob orientação de Deus. Os nossos direitos não são dados pelos homens, os nossos direitos são dados a nós pelo nosso criador", enfatizou o Presidente americano, reforçando que nenhuma força terrestre pode tirar esses direitos.

A tradição da realização deste evento começou em 1953, quando os membros do Congresso dos EUA convidaram o Presidente Dwight D. Eisenhower para se juntar a eles num pequeno-almoço,  tendo em conta os mandamentos da Lei de Deus, baseados no Amor e Respeito ao Próximo, Justiça, Perdão, Paciência e Tolerância.

O ambiente caloroso daquele primeiro encontro fez com que o evento tivesse continuidade, anualmente, hospedado e dirigido por membros dos grupos de oração no Senado e na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, que convidam pessoas de cada Estado e de muitas nações para se juntarem ao Presidente dos Estados Unidos para este momento especial de comunhão e oração.

Inicialmente chamado de Oração Presidencial do período da manhã, o nome foi mudado em 1970 para Pequeno-Almoço de Oração (National Prayer Breakfast).

Fórum para a elite política, social e de negócios, o evento tem como principal objectivo reunir pessoas de diferentes credos religiosos, estabelecer sinergias, reforçar relacionamentos e criar parcerias, numa série de actividades em que os participantes têm a oportunidade de interagir entre si, independentemente das suas diferenças, partindo do princípio de que a união entre os seres humanos é mais importante e benéfica do que os obstáculos que os separam.