Press Release

18/11/2017: MINISTRO ESPERA IMPACTO DAS RELAÇÕES COM EUA

MINISTRO ESPERA IMPACTO DAS RELAÃÃES COM EUA

Washington - O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, defendeu em Washington a melhoria dos mecanismos de diálogo com os Estados Unidos da América (EUA) para que a cooperação entre os dois países tenha impacto na vida da população e na economia de Angola.

O chefe da diplomacia angolana falava à imprensa no final da Conferência Ministerial sobre Comércio, Segurança e Boa-Governação, organizada pelo Departamento de Estado dos EUA, em Washington de 16 a 17 de Novembro, com a participação de altos representantes de 30 países da África subsaariana.

Manuel Augusto considerou essencial a discussão com os Estados Unidos, no quadro da parceria  estratégica, para uma cooperação que contribua para a diversificação da economia angolana e que tenha impacto na vida das populações e no desenvolvimento do  sector económico.

Defendeu maior apoio financeiro e em meios técnicos e tecnológicos que permitam melhorar o combate ao terrorismo em África.

"Temos fronteiras muito abertas e ligações próximas com o continente europeu, a partir do norte de África. Portanto, precisamos que sejam postos à disposição meios que só os EUA e países do primeiro mundo possuem, que vão além do engajamento político", disse o chefe da diplomacia angolana.

Informou que os países solicitaram a cooperação dos parceiros americanos a nível da produção, para que África possa com os padrões exigidos permitir aos africanos exportar mercadorias para os EUA a partir dos mecanismos de facilitação existentes, como a Lei Africana de Crescimento e Oportunidades (AGOA).

O ministro das Relações Exteriores enfatizou que o debate sobre a boa governação foi igualmente interactivo, a ponto de se reconhecer que deve ter em conta os princípios universais dos direitos humanos, transparência, alternância do poder e os valores tradicionais, para que a implantação da democracia seja harmoniosa.

Sobre a situação no Zimbábwe, disse que Angola está acompanhar com  preocupação e, na qualidade de presidente do órgão da SADC para política e defesa, o país está engajado, primeiro na tentativa de saber o que, de facto, se está a passar e depois tentar contribuir para uma solução que salvaguarde o funcionamento das instituições e que impeça qualquer tomada de poder por meios não constitucionais e evite a violência.

Referiu que o ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira, representou Angola na reunião da troika para tentar ajudar o povo do Zimbábwe nesta "difícil situação" e recebeu da missão diplomática angolana naquele país informações de que o Presidente Mugabe "estava bem, assim como nossa comunidade residente".

Paralelamente à Conferência Ministerial, Manuel Augusto participou num encontro no Senado dos EUA, com outros ministros do continente africano a convite do senador republicano James Ihnofe, do Comité para Energia, Ambiente e Obras Públicas, durante o qual foi reafirmado o interesse daquele órgão em estreitar as relações nos sectores da energia, saúde, ambiente e defesa.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse ter sido este evento internacional uma "grande oportunidade para discutir formas concretas para que os EUA possam ajudar os países africanos da melhor maneira, tendo em conta a realidade de cada país".

Manuel Augusto participou, em Washington D.C., no acto central de celebração dos 42 anos da Independência Nacional, organizado pela Embaixada de Angola nos EUA, que contou com momento cultural abrilhantado pela cantora angolana Vivalda Dula, membro da comunidade residente em Houston, Texas, e a sua banda.