Press Release

22/04/2017: PARTICIPAÇÃO DE ANGOLA NAS REUNIÕES DE BRETTON WOODS MANCHETE DA SEMANA

PARTICIPAÃÃO DE ANGOLA NAS REUNIÃES DE BRETTON WOODS MANCHETE DA SEMANA

Luanda - A participação de Angola, em Washington, nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial, instituições de Bretton Woods, cujo encerramento está marcado para este domingo, constituiu o facto de maior destaque do noticiário económico da semana.

Em Washington, D.C., Angola, através do ministro da Finanças, Archer Mangueira, preside a 25ª Constituência do Banco Mundial, um órgão integrado por Angola, África do Sul e Nigéria, e voltará a faze-lo de 13 a 15 de Outubro próximo.

Na capital americana, além das reuniões destas duas instituições financeiras, o ministro das Finanças desenvolveu uma intensa campanha diplomática financeira, através de encontros bilaterais, para o reforço das relações com as instituições financeiras internacionais, fundamentais para o apoio ao país nesta fase de relançamento da economia angolana.

Archer Mangueira reuniu-se com o vice-presidente do Banco Mundial, Mahktar Diop, para abordar questões ligadas à estrutura da nova parceria entre Angola e esta instituição de Bretton Woods.

No encontro com o responsável do BM, Archer Mangueira abordou a questão do acesso aos serviços de correspondentes bancários, um problema que afecta também Angola, tendo pedido que o assunto seja analisado com seriedade, por constituir um problema de exclusão financeira de um conjunto de países com fragilidades institucionais do sistema financeiro internacional. Esta situação dos correspondentes bancários acontece numa altura em que o BM fala de inclusão financeira dos cidadão dos países  afectados por  esta  questão.

Na senda destas reuniões, o Banco Mundial promoveu uma vídeo-conferência com o Economista-chefe para África, Albert Zeufack e o economista principal da região africana do Banco Mundial, Punam Chuhan-Pole, no qual anunciaram, com base na conjuntura internacional, que o crescimento agregado de África deverá acelerar entre 2018 e 2019, atingindo a taxa de 3,6 porcento, impulsionado pela recuperação das maiores economias do Continente.

Segundo  Albert  Zeufack,  tal  crescimento de 3,6 %  continuará  reduzido para  os exportadores  de petróleo,  ao passo que  os exportadores  de  metais  deverão  registar um  aumento  moderado.