Press Release

16/09/2016: EUA: ANGOLA PARTICIPA NA CONFERÊNCIA SOBRE O NOSSO OCEANO

EUA: ANGOLA PARTICIPA NA CONFERÃNCIA SOBRE O NOSSO OCEANO

Washington- Angola participa de 15 a 16 deste mês, em Washington, na terceira Conferência Internacional sobre o Nosso Oceano, sediada por John Kerry, secretário de Estado dos EUA.

Durante dois dias, membros de Governos ou seus representantes, cientistas, líderes empresariais, ONGs, jovens, sociedade civil, filantrópicos e académicos, debatem questões-chave para o mar do nosso tempo, incluindo as áreas marinhas protegidas, a pesca sustentável, a poluição marinha, e os impactos relacionados com o clima no oceano.

O evento deste ano, que se realiza sob o lema "Nosso Oceano, Um Futuro", realiza-se no Departamento de Estado dos Estados Unidos e tem como base os compromissos internacionais para proteger o oceano, assumidos nas duas conferências anteriores, em parceria com a Universidade americana de Georgetown para envolver a próxima geração de líderes mundiais sobre o oceano.

Segundo a directora do Gabinete de Estudo Planeamento e Estatística do Ministério do Ambiente, Kâmia de Carvalho, o evento constitui um exercício de extrema importância, para a abordagem de questões ligadas ao processo das alterações climáticas e das conquistas feitas em 2015, durante o Acordo de Paris aprovado por 195 países num evento que decorreu de 30 de Novembro a 12 de Dezembro de 2015.

"Angola está muito focada para fazer a ligação das áreas marinhas protegidas e o exercício de implementação do Acordo de Paris, no qual os participantes, incluindo o nosso país, aprovaram na 21ª Conferência das Partes da Convenção, o acordo Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas", enfatizou Kâmia de Carvalho.

Segundo afirmou, as políticas de protecção ambiental que estão a ser implementadas em Angola não diferem das que ocorrem em muitos países que participam na Conferência de Washington, passando em primeiro lugar pela protecção terrestre, áreas de conservação dos parques nacionais, protecção de espécies e biodiversidade aliadas à protecção das zonas marinhas.

"A República de Angola possui uma extensa costa, uma fonte de riqueza incalculável, para além do aspecto de conservação que evolui paulatinamente para uma perspectiva de ecoturismo e exploração desta nova área", considerou a directora.

Fez saber que em termos de conservação ambiental, Angola teve uma protecção de áreas terrestres de 5 a 13 porcento, referindo que hoje o país possui uma conservação da nossa área terrestre com os parques nacionais legalmente constituídos, o que significa um grande avanço desde a instituição do Ministério do Ambiente em 2008.

Deu a conhecer que a conservação da costa angolana e das zonas marinhas é igualmente uma prioridade do Ministério do Ambiente, que está a efectuar estudos para que surjam programas específicos e os referidos projectos. A medida que o nosso país cria o seu quadro legal é muito importante que seja criada a capacidade para dar a resposta necessária e adequada.

"Esta conferência representa uma grande oportunidade de trabalho em rede e aprendizado com outros países, que têm grandes desafios e poucos recursos e acreditamos que neste fórum, onde participam grandes agências internacionais como o Fundo Global do Ambiente (GEF), aprenderemos mais sobre a modalidade de cooperação mútua, o que é benéfico para nós", concluiu Kâmia de Carvalho.

Deu a conhecer que Angola está prestes a arrancar com três novos projectos financiados pelo Fundo Global de Protecção Ambiental, voltados para o combate à caça furtiva e ao comércio ilegal de espécies selvagens.

Quinta-feira, dia 15 de Setembro, antes do encerramento do primeiro dia do certame, os participantes ouviram Barack Obama, Presidente dos EUA, que no seu discurso, enfatizou a importância da protecção do nosso planeta que passa pela protecção do  nosso oceano e anunciou a criação de uma zona marinha protegida ao longo da costa atlântica dos EUA, para proteger os oceanos, uma tarefa essencial na luta contra as mudanças climáticas.

A 3ª Conferência Internacional sobre o Nosso Oceano, conta com a participação de representantes de 90 nações.

É a primeira vez que Angola se faz representar na Conferência sobre o Nosso Oceano.

A delegação angolana ao evento, chefiada pela directora do Gabinete de Estudos Planeamento e Estatística, Kâmia de Carvalho, em representação da ministra do Ambiente, Fátima Jardim, integrou ainda o embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares, entre outros responsáveis.