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28/03/2017: FMI dá nota positiva à reestruturação do BPC

FMI dá nota positiva à reestruturação do BPC

Luanda - O Fundo Monetário Internacional (FMI) dá nota positiva em relação ao Plano de Reestruturação e Recapitalização do Banco de Poupança e Crédito (BPC), que deve estar assente em bases sólidas, para contribuir no desenvolvimento do país, afirmou em Luanda, o chefe da missão desta instituição financeira internacional, Ricardo Velloso.

Ricardo Velloso, que falava à imprensa no final do encontro que manteve  com os  membros  da  5ª  Comissão de Economia e Finanças  da Assembleia Nacional,   considerou  o BPC  um  banco "importantíssimo"   para a vida do país, augurando  que  nada "atrapalhe"  os  objectivos de desenvolvimento em causa.

O banco de capitais públicos,  detido 75 porcento pelo Estado, aumentou o seu capital social no valor de AKZ 90 mil milhões, fruto da Assembleia Universal de Accionistas, realizada dia 24 deste mês.

Na  reunião, com  os  membros  da  5ª  Comissão da  Assembleia Nacional,  a  delegação  do FMI auscultou  algumas sugestões  e temas  que  podem ser elaborados  ao  longo  dos próximos  meses,  com vista  a serem  apresentados  na  consulta  anual  ao Abrigo  do  IV Artigo  desta  instituição financeira de  Bretton  Woods.

Temas como o desenvolvimento mercado de seguros  e de pensões foram,  entre outros,   eleitos  durante este encontro,  actividades económicas que  podem constituir  fontes  de financiamento  adicional,  a longo prazo,  para o país,  de  acordo com  Ricardo Velloso.

Quanto à situação económica do país, Ricardo Velloso reiterou  que a  conjuntura  actual  não difere da informação  que  consta no seu  último relatório publicado este  ano sobre  Angola.

"Estamos  na  colecta de  dados  e ainda  não temos  uma visão diferente  daquela  que já   comunicamos  no  relatório  do FMI, em  Fevereiro deste ano,  que  foi debatido  pelo  nosso Conselho de Administração",  disse  Ricardo Velloso.

Este  relatório, entre outros  aspectos,  nota  que o país  sofreu um  grande  choque  externo com a redução  do preço do barril de petróleo,  e que   há um grande  desafio  feito   no ponto de vista fiscal, no âmbito dos ajustes destes  embates.

No ponto de vista  cambial, o  relatório, segundo o economista  Ricardo Velloso  ainda há  trabalho a ser feito, visto que  o sistema de alocação de moeda  estrangeira, deveria ser mais determinante  pela  fonte do mercado,  e que as taxas  de  câmbio  podiam ser mais  flexíveis  do que  actualmente.

De acordo com o  chefe da missão do FMI, a  inflação  em Angola  é uma das mais  altas   do mundo de momento ,  que  e o  BNA  tem plena  consciência de que  estes níveis  não são aceitáveis,  estando deste modo a tomar medidas para uma forte  contracção monetária,  medida que vem sendo implementada desde Maio de  2016, cujo resultados  já são visíveis.

"É preciso  persistir e continuar  com essas políticas para que  a inflação volte  a  níveis  mais  aceitáveis",  sugeriu o  economista.

O vice-presidente  da 5ª Comissão de Economia e Finanças da  Assembleia Nacional,  Diógenes de Oliveira, orientou o encontro com a delegação do FMI.

A delegação do FMI encontra-se no país desde o dia 22 para consulta técnicas regulares, ao abrigo do IV artigo dos estatutos desta instituição financeira internacional.