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25/04/2017: Exercício democrático no Parlamento deve estender-se aos eleitores

Exercício democrático no Parlamento deve estender-se aos eleitores

Luanda - O Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, disse nesta segunda-feira, em Luanda, que o sentimento de confiança traduzido no exercício democrático no Parlamento deve ser transmitido ao povo, durante a campanha e no acto de voto.

Fernando da Piedade Dias dos Santos defendeu este princípio à imprensa, no termo da reunião do Conselho da República, orientada pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, destinada a análise de questões inerentes à preparação das eleições gerais.

"O Parlamento tem sido o exercício prático da democracia em Angola porque representa várias forças políticas com diferentes propostas políticas, e temos sabido conviver na diferença com respeito mútuo, numa convivência sã e saudável entre irmãos e é isso que devemos transmitir ao povo", sustentou.

O presidente da Assembleia Nacional augura que o pleito eleitoral, cuja realização o órgão consultivo do Chefe de Estado sugeriu a data de 23 de Agosto de 2017, sejam justas, transparentes e credíveis para que mereçam a concordância de todos os actores políticos e do povo em geral.

Na abertura do encontro, o Presidente José Eduardo dos Santos apelou aos líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, no sentido de exercerem influência sobre os seus militantes e simpatizantes para a sua participação plena no próximo pleito eleitoral.

O apelo foi extensivo a outras entidades da sociedade civil presentes no encontro, para que continuem a transmitir aos eleitores uma mensagem de paz, tolerância e de respeito recíproco aos cidadãos de diferentes cores partidárias, por serem todos angolanos e filhos da mesma Pátria.

O estadista angolano considerou que o momento do voto constitui um dos pontos altos da democracia, de que nenhum cidadão consciente dos seus direitos se deve eximir de participar.

O Conselho da República é o órgão colegial de natureza consultiva do Chefe de Estado angolano. É integrado por 18 individualidades, dentre eles o Vice-presidente da República, os presidentes da Assembleia Nacional e do Tribunal Constitucional, assim como do Procurador-Geral da República.

Fazem igualmente parte os líderes dos partidos políticos com assento no Parlamento, bem como outras entidades ligadas à igreja e a sociedade civil indicadas pelo Presidente da República.