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22/11/2017: Catoca pretende liderar mercado mundial de diamantes

Catoca pretende liderar mercado mundial de diamantes

Saurimo - A Sociedade Mineira de Catoca, situada no município de Saurimo, província da Lunda Sul, a quarta maior produtora de diamantes no mundo e líder nacional com uma quota de 86,3 porcento em volume e 60,3 porcento em valor monetário, pretende produzir, até final Dezembro deste ano, oito milhões de quilates.

Por: João Wassamba

Sergei Amelin, de nacionalidade russa, presidente do conselho de gerência da Sociedade Mineira de Catoca, afirmou à Angop que pretende ver arrecadado, com a comercialização desta pedra preciosa, mais de 138 milhões de dólares.

Desse valor, cinco milhões será destinado à realização de projectos sociais em Saurimo, sobretudo para a melhoria da qualidade de vida dos mais de dois mil trabalhadores, entre nacionais e estrangeiros.

Tida como das empresas que mais contribui para os impostos do Estado angolano, Catoca, segundo Sergei Amelin, pretende "estar entre as três maiores empresas diamantíferas do mundo em termos de facturação".

Para a prossecução do referido desiderato, o responsável projecta aprofundar a cadeia de valor e diversificar a actividade, assim como inovar as tecnologias e técnicas produtivas, factores que podem levar ao aumento da produção e da produtividade diamantífera.

Sergei Amelin apontou que o valor do mercado de diamantes brutos em Angola ascendeu, no ano transacto a 988,36 milhões de dólares, para um total de 8,7 milhões de quilates, permitindo alcançar lucro operacional de 194,9 milhões de dólares e líquido de 134,6 milhões da mesma moeda.

Responsável pela extracção de mais de 75 porcento dos diamantes angolanos, segundo dados da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), Catoca é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes.

Além do kimberlito de Catoca, que explora na Lunda Sul, a empresa tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.

Expansão além fronteira

"Num contexto tão adverso, em contrapartida desafiador, marcado ainda pelos efeitos da baixa do preço do diamante em 2015, devido, principalmente, ao abrandamento dos níveis de crescimento que vinham apresentando as economias emergentes como a China e a Índia", Amelin defende a urgência da elevação de valores da empresa com maior incidência na crença, ética profissional, confiança, segurança e inovação, bem como o aumento da competitividade.

Para Catoca, os baixos preços do diamante continuam a ser o maior desafio. Amelin informou que, em 2016, o preço médio no mercado foi de 83,76 dólares norte-americanos por quilate, enquanto, em 2015, se conseguiu atingir 86,65 dólares por quilate.

O responsável explicou que a queda abrupta e constante de preços levou a uma reavaliação no modelo de negócios, forçando a aumentar o volume de quilates comercializados em 2016, de 7,024 milhões de quilates, comparativamente aos 6,647 milhões de quilates de 2015 - um aumento de 5,7 por cento.

Com este objectivo, foi possível garantir a recomposição da receita de vendas de 2016 (594 milhões de USD) e de 2015 (582 milhões de USD), respectivamente.

Investimentos de Catoca

Em 2016, a empresa investiu, em meios fixos e infra-estruturas, cerca de 66,9 milhões de dólares na construção de moinho-3 da Central de Tratamento II, na modernização do Sistema de Transporte Combinado de Estéril e Minério fase I e fase III e na modernização da Central de Tratamento I.

O valor de caixa, gerado pelas operações, foi de 250,14 milhões de dólares, suficientes para fazer face aos compromissos da empresa, sendo amortizada a dívida de 31,8 milhões de dólares com instituições bancárias.

Para os resultados alcançados em 2016, Catoca extraiu um valor de massa mineira acima do previsto (+1,3 por cento) e inferior ao realizado no ano anterior (-4,7 por cento), cifrando-se em 13,96 milhões de metros cúbicos.

Projectos sociais

Cerca de cinco milhões de dólares terão sido investidos em vários projectos sociais, com destaque para o programa habitacional da Vila Sagrada Esperança, da cidade de Saurimo, assim como em "Merenda Escolar", "Catoca Solidária" e no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social, que, em parceria com o Governo da Província da Lunda Sul, versou a produção da mandioca, piscicultura, fruticultura, bem como o estancamento de ravinas e o melhoramento das estradas.

Para o programa "Merenda Escolar", uma parceria com o Governo da Província da Lunda Sul, entre outras iniciativas, patrocina a oferta de leite de soja e pães para 40 mil alunos, entre sete e 12 anos, de 48 escolas primárias, assim como uniforme e material escolar para todas as escolas do mesmo nível circunvizinhas de Catoca.

No capítulo educacional, e ainda no âmbito social, construiu, na localidade do Suegi, uma escola e igual número de posto de saúde, assim como finalizou o projecto de construção do bairro social da aldeia do Luachi, melhorando as condições de habitabilidade dos habitantes.

"Encaramos, com seriedade, a nossa responsabilidade social, sendo que, no domínio interno, não só mantivemos os programas sociais correntes, como nos decidimos a assumir, no lugar do trabalhador, o aumento do custo do Seguro de Saúde da ENSA, passando a empresa a pagar 80 por cento e o trabalhador 20, ao contrário dos 70 por cento e 30 anteriores, respectivamente", remata Sergei Amelin.

Saúde e formação profissional

Catoca conta com um centro médico que funciona 24h/24h, com especialidades em infectologia, pediatria, ortopedia, cardiologia, clínica geral, ginecologia e oftalmologia.

Em 2016, o centro médico atendeu a quase 14 mil pessoas, tendo, em termos de medicina ocupacional, sido realizados 623 exames, dos quais 328 periódicos, 221 admissionais, 27 demissionais, 44 de acidentes de trabalho, entre outros.

Relativamente à formação profissional, a empresa tem apostado no desenvolvimento dos trabalhadores, tendo realizado, em 2016, acções formativas ligadas à implementação de dois simuladores da Caterpillar e um da Belaz, para melhorar a performance no treinamento de operadores de máquinas de Catoca, técnicas de produção e organização administrativa, entre outras iniciativas.

Em 2017, Catoca tem trabalhado em parceria com a Endiama no processo de negociação, visando a melhoria do preço do diamante e da gestão e controlo de custos, de forma a maximizar os resultados da empresa, assim como dar início ao processo de exploração do CATE42, à extracção do primeiro mineiro do Luachi e à ampliação dos trabalhos na concessão da mesma região.

Consta ainda das metas o aumento de competências internas de Catoca, a aposta na formação e recrutamento de quadros qualificados, a continuidade dos programas nas vertentes de sustentabilidade social em vigor na empresa, bem como a valorização do homem.