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04/01/2012: Homenageados mártires da repressão colonial

Homenageados mártires da repressão colonial
Luanda - A deposição de flores no túmulo do Soldado Desconhecido, ao cemitério da "Santa Ana", em Luanda, marcou, nesta capital, o ponto alto da jornada alusiva ao 4 de Janeiro, dia que assinala o massacre das tropas coloniais sobre as populações da região da Baixa de Kassanje, em 1961.
Encabeçou o acto o vice-governador de Luanda, Graciano Domingos, em presença de deputados, membros de partidos políticos, altas patentes das Forças Armadas Angolanas e Polícia Nacional, além de sobreviventes
do "Processo dos 50".
Graciano Domingos disse, na oportunidade, que o 4 de Janeiro representa, para o povo angolano, a renúncia ao sistema colonial, e o momento de consciencialização para o início da luta armada pela independência, e, nestes
termos, o feito deve ser lembrado todos os dias.
Recordou que os angolanos nunca se vergaram perante o jugo colonialista, e sempre lutaram pela sua liberdade.
Por isso, asseverou que a data deve estar sempre na memória dos angolanos, como incentivo a preservação da independência e da soberania, tendo em conta que a pátria é um valor fundamental a defender, a todo o
custo.
A 4 de Janeiro de 1961 centenas de camponeses da então Companhia de Algodão de Angola (Cotonang), na Baixa de Kassanje, província de Malanje, foram massacrados pelo exército colonial português, por exigirem a
isenção do pagamento de impostos e a abolição do trabalho forçado.