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29/04/2015: É importante acelerar políticas de integração na SADC - Georges Chikoti

à importante acelerar políticas de integração na SADC - Georges Chikoti

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou hoje que será importante para Angola acelerar, de modo geral, as suas políticas em termos de integração na região (SADC), particularmente na área do comércio.

Em declarações à imprensa na capital zimbabweana (Harare), onde vai representar o Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, na Cimeira Extraordinária da SADC, a 30 de Abril,
Georges Chikoti referiu que Angola tem estado a assinar acordos de comércio transfronteiriço com países vizinhos, tendo-o feito com a RDC, pretendendo brevemente avançar com a Namíbia e Zâmbia, como indicativo de integração regional.

“Esta cimeira, no entender de Angola, tem uma grande expectativa na medida em que será o momento em que o país irá definir as suas políticas de integração na região”, realçou.

De acordo como o ministro das Relações Exteriores, o Executivo pretende concluir o plano de integração regional até 2017, concretizando os acordos para que possa usufruir das transações comerciais, estando neste momento a diversificar a sua economia para a redução dos custos na aquisição dos produtos.

Explicou que a integração na região reduz os custos de exportação dos produtos que eventualmente Angola possa querer exportar, caso haja esses acordos.

Disse esperar que esta cimeira adopte documentos bastante importantes para a SADC e a sua implementação seja mais acelerada.

Relativamente à cimeira tripartida Comesa, EAC, SADC, em preparação, Chikoti frisou que se esperam progressos importantes.

Há países que já deram passos importantes como o Botswana, mas para Angola a prioridade é a colclusão do plano de integração económica na área do comércio livre, um dos objectivos que a  região procura atingir desde algum tempo, sublinhou.

Referiu que comparativamente a outras comunidades económicas, a SADC está atrasada na conclusão do plano de comércio livre e este facto prejudica as exportações.

Angola ainda não aderiu à zona de comércio livre na região pelo facto de ter atravessado um longo período de guerra, e uma vez alcançada a paz, tornava-se urgente recuperar as infra-estruturas económicas, com realce para a industrialização do país.

Esta é a primeira vez que a região vai adoptar uma estratégia e roteiro para a industrialização e  rever o plano de desenvolvimento regional.

O roteiro de estratégia para a industrialização da Africa Austral, entre outros aspectos, destaca objectivos, programas e resultados, bem como os principais indicadores de desempenho ao abrigo dos principais pilares com realce para a industrialização como oportunidade da integração regional.

O plano de acção de desenvolvimento regional, que vai abranger o período de 2015 a 2020, após a sua aprovação, os estados membros vão continuar a trabalhar na estimativa dos custos relativamente à implementação dos projectos em carteira.

A cimeira extraordinária vai decorrer sob o lema “Uma estratégia regional para os caminhos da industrialização” e Angola, segundo o governante espera que no evento se assumam os investimentos feitos em termos de desenvolvimento.

Justificou dizendo que o Caminho-de-Ferro de Benguela, cujos 1200 quilómetros de extensão foram construídos por Angola, até a fronteira, faz parte dos esforços dos estados membros em termos de desenvolvimento regional.