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23/04/2015: Indonésia: Unidos e convictos num futuro próspero, lideranças africanas e asiáticas encerram hoje encontro de Cúpula

Indonésia: Unidos e convictos num futuro próspero, lideranças africanas e asiáticas encerram hoje encontro de Cúpula

Jakarta (Dos enviados especiais) - Unidos e convictos num futuro próspero, as lideranças africanas e asiáticas encerram esta quinta-feira, em Jakarta (Indonésia), os trabalho da Cimeira Ásia-África, na qual a delegação angolana é chefiada pelo Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

O evento faz parte das celebrações dos 60 anos da Conferência de Bandung, um marco na história de luta dos povos pela auto-determinação, e dos 10 anos da parceria estratégica entre os dois continentes.

Manuel Vicente, na sua intervenção no primeiro dia, em representação do líder angolano, reiterou a dedicação do país em continuar a trabalhar, com os outros estados, no alcance do nobre propósito de prevalência da paz, progresso, igualdade e da justiça no Mundo.

Salientou que a situação política, social e económica em Angola é estável, o que tem permitido criar um ambiente propício para o investimento, assim como o surgimento de um tecido empresarial forte e competitivo.

Em reconhecimento pelos resultados da Conferência de Bandung de 1955,  disse que Angola juntou-se aos outros países rendendo homenagem aos líderes que, diante de um contexto social e político mundial, naquela altura (1955), tiveram a visão e a iniciativa de organizar a Conferência, que reuniu as diferentes correntes do mesmo movimento de emancipação em fases distintas de desenvolvimento.

Já o líder da Indonésia, que proferiu o discurso de abertura do evento, defendeu a importância da emergência de uma nova ordem mundial mais justa e equilibrada.

Criticou também o facto de determinados grupos de estados membros das Nações Unidas pensarem que podem mudar o Mundo em função das suas intenções, acabando por embaraçar todos os outros estados.

Na sua abordagem sobre o sistema mundial, criticou ainda o uso da força, em muitos casos, por parte da ONU ignorando a existência de outras organizações.

Por outro, fez menção à importância de os países estarem unidos no sentido de contribuir na resolução dos vários problemas, entre os quais os do povo da Palestina.

Ao intervir no evento, o estadista de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, reafirmou o apoio do seu país no processo de revigoramento da nova parceria estratégica Ásia-África.

Taur Matan Ruak sublinhou que, entre as razões, o facto de Declaração atribuir grande importância a um crescimento de qualidade para assegurar o bem- estar dos povos.

Por sua vez, o estadista do Irão, Hassan Rouhani, referiu que as comemorações proporcionaram a oportunidade pagar um tributo aos históricos fundadores desta iniciativa, que fortaleceu-se ainda mais com a criação do Movimento dos Não Alinhados.

Isto, na sua visão, permitiu que as vozes dos países do sul fosse ouvidas a nível internacional, influenciando as forças estabilizadoras para a paz, segurança e desenvolvimento, sendo que pela primeira vez a luta contra o colonialismo e racismo foi claramente inscrito na agenda da comunidade internacional.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, incentivou os países asiáticos e africanos a procurarem, de modo unidos e no espírito de Bandung, a paz e prosperidade dos respectivos povos.

Por sua vez o estadista do Zimbabwe, Robert Mugabe, referiu que “ o mundo necessita de uma liderança global colectiva e exercida de uma forma justa e responsável.

No primeiro dia do evento, os discursos convergiram em muitos aspectos, como a importância do suporte ao processo de paz na Palestina, das mudanças nas Nações Unidas e organizações Internacionais, sobretudo no domínio financeiro.

Entre outras figuras da política dos dois continentes, estiveram ainda presentes os presidentes chinês, Xi Jinping, do Madagáscar, Hery Rajaonarimanpianina, Rei da Jordânia, Abdullah II, primeiros- ministro da Palestina, Rami Hamdallah, de Singapura, Lee Hsien Loong  entre outras importantes dos dois continentes.