Press Release

19/04/2015: DESAFIOS E OPORTUNIDADES DO CONTINENTE AFRICANO EM DEBATE

DESAFIOS E OPORTUNIDADES DO CONTINENTE AFRICANO EM DEBATE

Washington - Os desafios e oportunidades que o continente africano enfrenta, bem como as implicações da baixa de preços do petróleo e outros produtos foram debatidos num seminário sobre o estado da região africana, que se realizou sábado em Washington-EUA, no contexto das reuniões de Primavera do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

O seminario, que teve como um dos oradores o ministro das Finanças e chefe da comitiva angolana, Armando Manuel, foi realizado sob o tema “Enfrentando os Desafios, Countinuando a Crescer”, de acordo com uma nota de imprensa da embaixada de Angola nos EUA, chegada sábado à Angop.

No seminário deste ano os participantes discutiramr alguns dos desafios e oportunidades que o continente enfrenta num mundo em mudança. A ênfase principal foi para as implicações da baixa de preços do petróleo e outros produtos numa região que é um exportador líquido de um grande número de mercadorias,

Estiveram igualmente em discussão outros desafios a longo prazo relacionados com a transição demográfica,
processo de urbanização e a natureza da mudanca de conflitos e fragilidade.

À margem das reuniões de Primavera do BM/FMI, a delegação Angolana chefiada pelo ministro das Finanças, Armando Manuel participou em vários encontros bilaterais ligados à gestão da política financeira, uma oportunidade para com os parceiros tratar de questões correntes bem como vindouras.

No referido encontro, os executivos e chefes de grandes companhias de petróleo reuniram-se com altos funcionários do Governo de vários países produtores de petróleo a fim de assumirem o compromisso, pela primeira vez, de pôr fim à prática da queima de gás de rotina nos locais de produção de petróleo, o mais tardar até 2030.

Denominada Iniciativa Zero Queima de Gás de Rotina até 2030, já endossada por nove países, dez companhias de petróleo e seis instituições de desenvolvimento, foi lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon e o Presidente do Grupo Banco Mundial Jim Yong Kim.

À medida que se avança para a adopção de um novo acordo climático internacional significativo em Paris/França, marcado para Dezembro do corrente ano, os vários países e as empresas demonstram uma acção climática real.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou na ocasião, que a redução da queima de gás pode dar um contributo significativo para a mitigação das mudanças climáticas e fez um apelo a todos os países e às empresas produtoras de petróleo para juntarem-se a esta importante iniciativa.

O Banco Mundial tem sido muito activo nesta questão há 15 anos, como um dos membros fundadores da Parceria para Redução da Queima de Gás e tem trabalhado com os seus parceiros e o sector de Energia Sustentável das Nações Unidas para aumentar a utilização de gás associado, ajudando a remover as barreiras técnicas e regulatórias para a redução da queima.

A comitiva Governamental incluiu Pedro Luís da Fonseca, secretário de Estado para o Planeamento e Gualberto Lima Campos, vice-governador do Banco Nacional de Angola, destacando-se igualmente a presença de Archer Mangueira presidente da Comissão de Mercado de Capitais.

A delegação Angolana continua a ser apoiada por Agostinho Tavares, embaixador de Angola nos EUA e Ana Dias Lourenço, Directora Executiva representante Angolana e Africana no Banco Mundial, na 25ª constituência, da qual fazem parte igualmente a Nigéria e a África do Sul.

Todos os anos, cerca de 140 bilhões de metros cúbicos de gás natural produzido juntamente com o óleo são desperdiçados ou seja queimados em milhares de campos de petróleo em todo o mundo. Isso resulta em mais de 300 milhões de toneladas de CO2 emitido para a atmosfera equivalente às emissões de cerca de 77 milhões automóveis.

Se esta quantidade de gás associado fôr utilizada para a geração de energia, poderia fornecer mais energia eléctrica (750 bilhões kWh) do que a que todo o continente Africano consome nos dias de hoje.

No evento internacional, participam ministros de mais de cem Governos do mundo, não apenas membros do conselho de governadores do BM/FMI, mas igualmente representantes oficiais de governos, agências doadoras, académicos, da sociedade civil e jornalistas.