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13/12/2011: Avanço no projecto Angola LNG faz antever crescimento do PIB em 2012

Avanço no projecto Angola LNG faz antever crescimento do PIB em 2012

Por Adolfo Luemba

Luanda   – Contrariamente ao ano de 2010, em 2011, o desempenho do sector de Petróleo e Gás no país ficou marcado pelo avanço, na ordem dos 75 porcento, no projecto Angola LNG, que vai fazer o aproveitamento do gás natural liquefeito, tanto para a exportação como para o desenvolvimento  de uma
indústria petroquímica nacional.

Com a implementação e desenvolvimento do projecto LNG na província do Zaire (norte de Angola), abrem-se excelentes perspectivas para o crescimento económico do país que, desta forma, mantém as expectativas da
primeira exportação de gás liquefeito ocorrer no primeiro trimestre de 2012.

Tão grande é a expectativa que observadores internacionais arriscam-se em dizer que “o crescimento económico de Angola vai registar um impulso próximo dos dois dígitos”, devido ao início da produção na fábrica do
Soyo, província do Zaire, que vai receber gás dos blocos 1,2, 14, 15, 17 e 18, num total de seis.

Nesta esteira, o projecto Angola LNG deverá garantir a entrada de Angola no Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF) que tem apenas cinco membros africanos, ou seja,  Argélia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia e
Nigéria.

Considerado sector de maior relevância na economia angolana, por se constituir no principal gerador de divisas e grande sustentáculo das importações do país, o ramo de Petróleo e Gás mantém-se como a mais importante
fonte do Orçamento Geral do Estado, com mais de 80 porcento da receita fiscal.

No sector petrolífero, um dos destaques, em 2011, vai para a refinação de mais petróleo bruto no país e para a produção de combustíveis, lubrificantes, tintas e solventes. Importa realçar que nos últimos quatro anos,
2006/2010, o consumo interno de produtos petrolíferos aumentou em cerca de 74 porcento.

Assim é que o consumo foi de 3,82 milhões de toneladas métricas, em  2010, contra 2,19 milhões de toneladas métricas, em 2006. Com base nestes registos, o produto de maior consumo no último ano (2010)  no país foi o
gasóleo, atingindo a cifra de um milhão e 98 mil toneladas métricas, que correspondem a 52 porcento do total do consumo global.

Dados oficiais referentes ao ano de 2011 estimam ter havido um crescimento do Produto Interno Bruto na ordem dos 3,7 porcento, abaixo do previsto no Orçamento Geral do Estado inicial, por causa da redução da produção
petrolífera pela empresa BP por razões técnicas.

No entanto, a redução da produção do crude foi, em parte, compensada pelo aumento do preço médio anual do barril de petróleo bruto e por um crescimento mais acelerado do sector não petrolífero, devido ao efeito do
Programa de Investimentos Públicos em curso no país.

Actualmente, o país apresenta uma produção estimada num milhão e 700 mil (1.700. 000) barris/dia, uma cifra que poderá progressivamente chegar aos dois milhões de barris/dia com a entrada em produção de novos
projectos.

A implementação dos projectos programados para 2011, no sector de Petróleo e Gás no país, foi bem sucedida,, como confirma a inauguração, em Novembro, no Bloco 17, da unidade de processamento e armazenamento “Pazflor”, uma plataforma que inovou a indústria internacional do crude ao ser a primeira a realizar a separação submarina de petróleo e gás com sucesso.

Com capacidade para produzir até 220 mil barris de petróleo/dia, o Pazflor é constituído por uma imensa rede de instalações submarinas, a mais complexa jamais realizada em Angola, para responder aos desafios do projecto, que contém 180 quilómetros de linha de produção, ligando 49 poços submarinos de grande dimensão.

Virada, fundamentalmente, para o offshore (no mar), a produção do petróleo angolano conta hoje com 35 blocos espalhados pelo oceano Atlântico em três áreas distintas, designadamente em águas menos profundas, profundas e ultraprofundas.

Pelos indicadores (animadores) apresentados pelo conjunto da economia angolana, o sector de Petróleos e Gás continuará a ser, nos próximos anos, o principal factor económico para o crescimento do PIB, apesar dos
"investimentos significativos  realizados no segmento não petrolífero".