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14/02/2015: Angola e Zâmbia assinam acordos de cooperação nos domínios dos transportes ferroviário e fluvial

Angola e Zâmbia assinam acordos de cooperação nos domínios dos transportes ferroviário e fluvial

Luanda - As Repúblicas de Angola e da Zâmbia rubricaram nesta sexta-feira, em Luanda, acordos dos domínios dos transportes ferroviário e fluvial transfronteiriços visando regulamentar a circulação de pessoas e mercadorias na fronteira comum.

Os acordos foram rubricados pelos ministros dos transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, e dos Negócios Estrangeiros da Zâmbia, Harry Kalawao, no quadro da visita do
estadista zâmbiano, Edgar Chagwa Lungu, de 48 horas, à Angola.

Os documentos foram assinados pouco depois do encontro em privado entre o estadista angolano, José Eduardo dos Santos, com o seu homólogo zambiano, no Palácio
Presidencial, na Cidade Alta.

O ministro angolano dos transportes informou que já existe desde o ano passado um acordo no domínio aéreo e que um quarto, a nível rodoviário, poderá ser rubricado
proximamente.

De acordo com Augusto Tomás, os documentos assinados visam estabelecer as regras, metodologias e procedimentos para o trânsito de mercadorias e pessoas na fronteira
comum, que é extensa.

Afirmou que com os projectos do Executivo angolano estão a levar a cabo a nível das infra-estruturas portuárias, fluviais, rodoviárias, aeroportuárias e ferroviária era importante
definir um conjunto de regras que regulassem a mobilidade de pessoas e bens na
fronteira comum .

Acredita que os compromissos assumidos vão contribuir para criar um quadro de relações favorável para o fomento da cooperação económica e comercial entre os dois países.

Adianta que os acordos definem normas que vão equilibrar e tornar competitivas as relações económicas e comerciais e poderão facilitar a gestão e operacionalidade dos
transportes a nível da fronteira comum.

Augusto Tomás enalteceu o facto de ter sido concluída a reabilitação e modernização dos caminhos-de-ferro de Benguela, ao chegar ao Luau, numa distância de mil 344
quilómetros atravessando as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.

Para o ministro, há condições de se voltar a ocupar papel relevante na fronteira comum com as Repúblicas Democrática e do Congo (RDC) e da Zâmbia, num quadro de
disciplina, organização e de gestão favorável fronteiriços.