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02/02/2015: Embaixador angolano acreditado na OEA

Embaixador angolano acreditado na OEA

Washington - O embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares, foi acreditado nesta sexta-feira como observador permanente junto da Organização dos Estados Americanos (OEA), indica uma nota da Embaixada de Angola naquele país, chegada à Angop.

Segundo a nota, na qualidade de embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Tavares passa oficialmente a representar o país nesta organização, baseada em Washington D.C., cujos membros são todos os Estados do Continente Americano.

O diplomata Angolano foi recebido em audiência por Jose Miguel Insulza, Secretário Geral da OEA, a quem procedeu a entrega das cartas credenciais oficiais.

O documento foi assinado por Georges Chikoti, ministro angolano das Relações Exteriores.

Na cerimónia, os dois interlocutores abordaram assuntos ligados ao papel de Angola como membro observador da OEA e sobre os objectivos, estrutura e funcionamento da organização.

Nessa reunião foi aprovada a criação da União Internacional das Repúblicas Americanas e o palco estava montado para a tecelagem de uma teia de disposições e instituições que veio a ser conhecido como o sistema Interamericano, o mais antigo sistema institucional internacional.

José Miguel Insulza informou pormenorizadamente ao embaixador Agostinho Tavares quais os principais objectivos que regem a organização da qual é o Secretário Geral, a mais antiga organização regional do mundo, que remonta à Primeira Conferência Internacional Americana, realizada em Washington, D.C., de Outubro de 1889 a Abril de 1890.

Informou ao diplomata Angolano que a OEA está a estudar a possibilidade de melhorar e promover o aumento do fluxo de informação à semelhança da União Africana.

Já o embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares, reiterou o interesse do Governo Angolano de trabalhar com a OEA, como observador permanente, no sentido do estreitamento das relações de amizade e cooperação, que o nosso país, tem estabelecidas com vários países do continente Americano, mais propriamente da América Latina.

A OEA foi criada em 1948 com a assinatura, em Bogotá, Colômbia, da Carta da OEA, que entrou em vigor em Dezembro de 1951.

Posteriormente, foi alterada pelo Protocolo de Buenos Aires, assinado em 1967, que entrou em vigor em Fevereiro de 1970; pelo Protocolo de Cartagena das Índias, assinado em 1985, que entrou em vigor em Novembro de 1988; pelo Protocolo de Manágua, assinado em 1993, que entrou em vigor em Janeiro de 1996 e pelo Protocolo de Washington, assinado em 1992, que entrou em vigor em Setembro de 1997.

A organização foi criada para alcançar entre os seus Estados membros, como previsto no artigo 1º da sua Carta, “uma ordem de paz e de justiça, para promover a solidariedade, intensificar a colaboração e defender a soberania,  integridade territorial, e independência dos Estados membros.

Hoje, a OEA reúne os trinta e cinco (35) Estados independentes das Américas, e constitui o principal fórum governamental político, jurídico e social no Hemisfério.

Além disso, tem o estatuto de observador permanente para 69 Estados, bem como para a União Europeia (UE).

A Organização utiliza uma abordagem com quatro frentes para implementar eficazmente as suas finalidades essenciais, com base nos seus principais pilares: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento.