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14/01/2015: Diplomata considera positivo estado das relações Angola/África do Sul

Diplomata considera positivo estado das relações Angola/Ãfrica do Sul

Josefina Diakite falava à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, onde se deslocou para apresentar cumprimentos de despedida ao Presidente Jacob Zuma, que efectuou uma escala técnica de algumas horas, em Luanda, a caminho de Maputo, Moçambique.

Em Luanda, os presidentes José Eduardo dos Santos e Jacob Zuma, analisaram a situação política e de segurança prevalecente no Leste da República Democrática do Congo (RDC), bem como aspectos ligados ao reforço da cooperação regional e internacional.

Para a diplomata, a vinda a Angola do estadista sul-africano “é sinal de que as relações bilaterais vão bem e que ao nível da cooperação regional tem que se ter em conta a experiência do Presidente Eduardo dos Santos”.

Realçou, ainda, o papel e desempenho do líder angolano na resolução dos conflitos na região dos Grandes Lagos, sustentando a sua posição com as acções desenvolvidas ao nível dos órgãos e organizações internacionais das quais ambos os Estados fazem parte.

Reconheceu, igualmente, que a resolução das questões da região dos Grandes Lagos ganhou mais força com esta segunda nomeação de Angola a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A actual situação no Leste da República Democrática do Congo, que vive já há alguns anos conflitos internos armados, tem sido caracterizada por assassinatos e violações por parte das forças rebeldes da Frente para a Libertação do Rwanda (FDLR).

Sobre o mesmo assunto, o director do Ministério das Relações Exteriores para a África e Médio Oriente, Joaquim do Espirito Santo, disse que em Agosto de 2014, os Chefes de Estado da região dos Grandes Lagos decidiram que a FDLR deveria proceder ao desarmamento voluntário até 02 de Janeiro de 2015.

O balanço feito na data prevista foi negativo, pois constatou-se que as forças da FDLR continuavam a recrutar pessoas para as suas fileiras, dando indicações de que não estavam dispostas a cooperar.

“Assim sendo, o comando das operações passa agora a ser assumido pela Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco)”, concluiu Espírito Santo.