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11/01/2015: Ministro afirma que não será convocada cimeira conjunta CIRGL/SADC sobre situação na RDC

Ministro afirma que não será convocada cimeira conjunta CIRGL/SADC sobre situação na RDC

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, deu a conhecer sexta-feira, em Luanda, que não será convocada para os próximos dias uma Cimeira conjunta CIRGL/SADC para debruçar-se sobre a situação de instabilidade na RD Congo e eventual início de operações militares, nos próximos dias, como tem sido divulgado por meios de comunicação social.

De acordo com o ministro, que proferiu estas declarações à imprensa, ao início desta tarde, em Luanda, as tropas das Nações Unidas estão, de princípio, prontas para realizar as operações militares, que deverão ser feitas de acordo com o governo da RD Congo que, a qualquer momento, poderá dar instruções às suas forças.

Neste sentido, acrescentou que “contactos ocorreram entre as Nações Unidas, o governo do Congo e as forças estrangeiras, mas não haverá cimeira sobre este caso especifico”.

Fazendo uma resenha de todo o processo, Georges Chikoti referiu que os chefes de estado da CIRGL realizaram uma mini-cimeira em Março, que tinha dado um ultimato ao movimento FDLR.

Este, por sua vez, durante este período escreveu cartas a alguns chefes de estado a prometer que iria depor as armas até ao dia 30 de Maio de 2014.

Acrescentou que este período não foi cumprido e, em consequência disso, os ministros da CIRGL e da SADC encontraram-se a 2 de Julho e estenderam o prazo para um período de seis meses, até o dia 2 de Janeiro de 2015, com uma reunião intermédia que decorreu em Agosto.

De igual modo, explicou, teve lugar uma Cimeira de Chefes de Estado em Luanda que decidiu que, caso a FDLR não depusesse as armas, haveria a operação militar e esta decisão dos Chefes de Estado dos Grandes Lagos foi também assumida pela SADC, na sua Cimeira de Vitoria Falls (Zimbabwe).

“Portanto, existem duas posições de Cimeiras dos Chefes de Estado que coincidem sobre o posicionamento em relação a FDLR”, referiu.

Acrescentou que no dia 9 de Janeiro, as FDLR não cumpriram com o seu mandato.

“De princípio, Angola não irá convocar nenhuma Cimeira para este efeito, uma vez que está tudo traçado e são as Nações Unidas que deverão efectuar este mandato”, vincou.

No entanto, esclareceu, existem contactos que eventualmente poderão levar à realização de uma Cimeira regular estabelecida entre a SADC e os Grandes Lagos, para discutir vários assuntos.