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10/12/2014: Exército consolida as suas estruturas dentro dos marcos definidos pela Constituição

Exército consolida as suas estruturas dentro dos marcos definidos pela Constituição

Luanda - O Exército criado a 23 anos, à luz dos Acordos de Paz de Bicesse, tem vindo a consolidar as suas estruturas dentro dos marcos definidos pela Constituição da República e pela Lei, como um dos ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA), afirmou terça-feira, em Luanda, o comandante deste órgão militar, general Lúcio do Amaral.

O reconhecimento foi feito pelo oficial general, quando procedeu à abertura das jornadas comemorativas do 23º aniversário da criação do Exército que se celebra a 17 de Novembro, com actividades político-patrióticas, culturais e desportivas, nas unidades, sub-unidades e órgãos do ramo.

De acordo com o responsável militar, o Exército que congrega no seu seio cidadãos angolanos de todas as origens etno-linguísticas, culturais e sociais, "constitui actualmente um autêntico viveiro de unidade e reconciliação nacional, do qual irmãos antes desavindos partilham os mesmos ideiais de paz, progresso e desenvolvimento mutifacético de Angola".

"Por isso, aproveito essa ocasião soberana para reafirmar o nosso comprimisso com a paz, democracia, o desenvolvimento do país em total respeito e obediência ao princípio de subordinação das FAA ao poder político emanado da livre vontade do povo expressa nas urnas", salientou.

Deu ainda a conhecer que, no âmbito do processo de reedificação e restruturação das FAA, está em curso um conjunto de acções inserido na formação de quadros militares no país e no estrangeiro, a reabilitação e construção de quartéis, estabelecimentos de ensino e centros de saúde bem como a reparação da técnica e do armanento ainda recuperáveis.

Igualmente fez mensão à melhoria de abastecimento em víveres e de assistência médica e medicamentosa, assim como o engajamento total das unidades, estabelecimentos e órgãos do ramo nas tarefas da preparação operativa, combativa e educativo-patriótica, com vista a manter a prontidão das unidades para o cumprimento das missões.

Lúcio do Amaral destacou ainda que as jornadas ora abertas devem remeter-se para uma reflexão mais profunda sobre o papel do Exército numa sociedade de paz, cujos indícios de desenvolvimento a médio e a longo prazos se manifestam cada vez mais evidentes, em todos os sectores da vida nacional.

O dirigente militar defendeu a necessidade dos efectivos do Exército continuarem a reforçar a sua contribuição nas grandes tarefas do país à luz das orientações do Comandante-em-Chefe das FAA, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos e do chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas.

O dia da abertura desta actividade está ser marcado pela realização de conferências sobre temas: "O processo de criação do Exército", o" processo de reedificação das FAA e do Exército em particular. Desafios" e a "participação do Exército nas operações de paz", tendo como oradores generais no activo e na reserva nas Forças Armadas Angolanas.

Testemunharam a cerimónia, o chefe de Estado Maior General adjunto das FAA para Educação Patriótica, general Egídio de Sousa Santos, generais, oficiais superiores, capitães, subalternos, sargentos, praças, cadetes dos três ramos das FAA, designadamente Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra.

O acto central do Dia do Exército, constituído a 17 de Setembro de 1991, terá lugar na região militar centro, na província do Huambo. Esse ramo integrado por forças terrestres com a missão de defender a integridade do território nacional é o que possui maior número de efectivos.