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05/12/2014: Por mérito da sua diplomacia Angola chega a membro não-permanente do CS

Por mérito da sua diplomacia Angola chega a membro não-permanente do CS

uanda - O Presidente José Eduardo dos Santos afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que por mérito da sua acção diplomática, Angola vai cumprir, a partir do início do próximo ano, um mandato de dois anos como Membro Não-Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Este facto, acrescentou, permitirá Angola contribuir com a sua experiência para a procura de soluções para os graves problemas que a comunidade internacional enfrenta e para a paz e segurança no mundo, em particular para a resolução de conflitos na região em que se insere, designadamente na África Central e na Região dos Grandes Lagos.

José Eduardo dos Santos discursava hoje, na abertura do V Congresso do MPLA, partido de que é presidente.

"Num mundo que até hoje ainda não conseguiu dar uma ênfase maior ao diálogo e à negociação como as melhores formas de se ultrapassarem as contradições e tensões que permanentemente vão surgindo, é no quadro das Nações Unidas que devemos começar por promover uma cultura da paz, com vista à estabilidade, ao desenvolvimento, à segurança interna e transfronteiriça, à boa governação, à protecção do Ambiente e aos direitos humanos", frisou José Eduardo dos Santos.

O MPLA, adiantou o líder partidário, deve, pois, juntar-se a este esforço do Estado, contribuindo com a sua diplomacia partidária, para que a comunidade internacional dedique uma atenção especial, com o intuito de os erradicar, ao recrudescimento dos conflitos armados e aos seus efeitos nefastos na vida da populações, no combate à proliferação desenfreada de armamento, ao tráfico de drogas e de seres humanos, ao crime transnacional organizado, ao terrorismo internacional e à pirataria marítima.

"Na verdade, vivemos num mundo de relações muito complexas e profundas e de interdependência sobre todos os aspectos, como comprova a evolução nas últimas semanas do preço do barril do petróleo, cuja queda prossegue desde Junho do corrente ano, em consequência do aumento da oferta e da contracção da procura no mercado internacional", destacou.

No seu discurso, José Eduardo dos Santos recordou que o MPLA, desde a sua fundação, prestou sempre uma particular atenção à actividade diplomática, então designada como sendo a ‘luta na frente diplomática’, ciente de que o êxito nas outras frentes de luta dependia da sua inserção e aceitação no plano internacional.

Defendeu que MPLA deve prosseguir o seu trabalho na frente diplomática, estreitando relações de cooperação com os partidos amigos e participando em diferentes eventos internacionais, a fim de trocar experiências, dar a conhecer a realidade do país, tantas vezes deturpada, e ajudar na promoção da imagem de Angola.

De acordo com José Eduardo dos Santos, esta situação implica que o MPLA faça o acompanhamento, de muito perto, da evolução da execução do Orçamento Geral do Estado para 2015, a fim de se salvaguardar a estabilidade monetária e financeira e evitar o seu impacto negativo na vida das famílias.

Participam no conclave, de três dias, mais de 2 mil delegados, cuja sessão de abertura foi testemunhada por altas individualidades do partido, entidades dos órgãos de soberania, deputados, dirigentes de partidos políticos, membros do corpo diplomático acreditados no país, autoridades religiosas, tradicionais, membros da sociedade civil entre outros convidados.

Serão discutidas as teses “O melhoramento da vida interna do MPLA e a maior inserção do partido na sociedade”, bem como “O MPLA e os desafios político-eleitorais”, numa perspectiva de consolidar a paz e o Estado democrático de direito.